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José Luís Carneiro quer qualificações profissionais no centro das políticas públicas

José Luís Carneiro quer qualificações profissionais no centro das políticas públicas

O Secretário-Geral do Partido Socialista defendeu esta manhã uma aposta estratégica reforçada na formação e qualificação profissional para responder aos desafios da transição digital e da inteligência artificial, acusando o Governo da AD de estar a falhar na resposta às necessidades da economia e de não estar a apresentar soluções credíveis para o futuro dos jovens portugueses.

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Durante uma visita à EPTOLIVA – Escola Profissional de Oliveira do Hospital, integrada na iniciativa “Rota pelo Ensino e Formação Profissional”, promovida pelo PS, José Luís Carneiro defendeu que Portugal precisa de “planear e investir fortemente na formação e na capacitação dos mais jovens e de todos os trabalhadores”, considerando que o ensino técnico e profissional é determinante para reforçar a produtividade, aumentar a competitividade da economia e garantir melhores salários.

Perante alunos, professores e responsáveis da escola, o líder socialista voltou a falar da situação de milhares de jovens que continuam sem respostas adequadas ao nível da formação e da integração profissional, classificando essa realidade como um desperdício de talento e de capacidade humana para Portugal.

“O país não pode ignorar que há 140 mil jovens que carecem de uma resposta de política pública para a sua formação, qualificação e reconversão profissional”, insistiu, defendendo que o executivo deve colocar esta matéria no centro da sua ação governativa.

De seguida, acusou o Governo liderado por Luís Montenegro de desvalorizar estas matérias num momento de profundas transformações tecnológicas e económicas, sustentando que a adaptação às exigências do mercado de trabalho e da inteligência artificial exige uma estratégia pública consistente.

“O Governo devia começar por aqui”, vincou, propondo uma reforma assente na valorização da via de ensino técnico e profissional e na qualificação contínua da população ativa.

O Secretário-Geral do PS criticou ainda a atuação do executivo nas relações com os representantes dos trabalhadores, considerando que o foco do Governo devia estar centrado na criação de soluções para a economia, o emprego e a qualificação dos portugueses.

Na intervenção, manifestou igualmente preocupação com os atrasos no financiamento dos centros tecnológicos criados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), alertando para a “grande inquietação” existente em várias escolas profissionais quanto à continuidade dos apoios necessários ao funcionamento dessas estruturas.

Durante a visita à EPTOLIVA, que contou com a presença dos presidentes das câmaras municipais de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, e de Tábua, Ricardo Cruz, o líder socialista contactou com o modelo pedagógico da escola, marcado pela forte ligação ao mercado de trabalho desde o primeiro ano, através de estágios e contacto direto com profissionais especializados.

José Luís Carneiro testemunhou ainda o desenvolvimento dos Centros Tecnológicos Especializados nas áreas da informática e multimédia, defendendo maior rapidez nos processos burocráticos e nos reembolsos associados ao financiamento dos projetos.

E aproveitou para voltar a defender a valorização do ensino profissional, considerando essencial ultrapassar o preconceito ainda associado a esta via de ensino.

Neste sentido, apontou os exemplos de sucesso da Alemanha e da Suíça, garantindo que a valorização do ensino e formação profissional continuará a ser um tema central para o Partido Socialista.

Risco de desinvestimento no PRR

Antes, José Luís Carneiro já tinha denunciado a “escassez de respostas” públicas para mais de 140 mil jovens ao nível da formação profissional e da qualificação de adultos, anunciando que a iniciativa Rota pelo Ensino e Formação Profissional dará origem a propostas concretas do PS na Assembleia da República.

Falando à TSF, o líder socialista alertou para “um risco de desinvestimento” na reta final da execução do PRR, afirmando que as visitas a escolas e centros tecnológicos têm revelado sinais de “estagnação das políticas públicas” e de “inércia institucional”.

“Há a ideia de que se está a perder fôlego do ponto de vista do investimento nestas políticas”, advertiu, instando o Governo a reforçar a oferta de ensino noturno para jovens e adultos trabalhadores e revelando ter ouvido vários apelos à recuperação de um modelo semelhante ao programa Novas Oportunidades para a reconversão profissional da população ativa.

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