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José Luís Carneiro defende que o país se deve focar na qualificação e formação profissional dos jovens e não em matérias para “desviar atenções”.

José Luís Carneiro defende que o país se deve focar na qualificação e formação profissional dos jovens e não em matérias para “desviar atenções”.

José Luís Carneiro defendeu hoje que o país deve centrar-se na qualificação e formação profissional dos jovens para tornar “a economia mais produtiva”, ao invés de preocupar-se com matérias para “desviar atenções”.

José Luís Carneiro na rota da Formação Profissional

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu hoje que o país deve centrar-se na qualificação e formação profissional dos jovens para tornar “a economia mais produtiva”, ao invés de preocupar-se com matérias para “desviar atenções”.

“A melhor forma de termos uma economia mais produtiva, capaz de pagar melhores salários e de absorver as gerações mais qualificadas é apostar na formação técnica e profissional”, argumentou o líder socialista, em Serpa, no distrito de Beja.

À margem de uma visita à Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa, a poucos quilómetros desta cidade alentejana, José Luís Carneiro frisou que “a prioridade do país deve estar na formação dos seus jovens” e na “sua adaptação às exigências da economia”.

“Para o PS, a formação profissional estará como um ‘esteio’ essencial da política económica para o país”, até porque “não há forma diversa desta de promover o crescimento da economia”.

“Contrariamente àquilo que outros têm vindo a afirmar, que tem a ver com a desvalorização laboral, nós entendemos que é pela via da formação dos jovens, da formação dos trabalhadores, que nós conseguiremos adaptar-nos às exigências da competição económica global”, sustentou.

Questionado pelos jornalistas sobre o veto por inconstitucionalidade do Presidente da República, António José Seguro, do decreto que cria a pena acessória de perda da nacionalidade, na sequência de acórdão do Tribunal Constitucional, devolvendo-o à Assembleia da República, o líder do PS não quis comentar o assunto.

“Aquilo que eu tenho a dizer é sobre a formação profissional. Há quem queira desvalorizar as condições de proteção do trabalho, facilitando os despedimentos, a contratação a prazo, aspetos que são para nós inaceitáveis, nomeadamente no que tem a ver com a liberalização das questões laborais”, contrapôs.

Mas o PS, comparou, tem a “prioridade no sítio certo, ou seja, a prioridade do país deve estar na formação dos seus jovens” e na adaptação destes “às exigências da economia”.

Esses “são os temas que interessam às pessoas. Sei que há aqueles que se interessam com outras matérias para desviar as atenções daquilo que importa ao país”, mas com essas temáticas, o PS não tem “nenhum interesse em estar a distrair as [suas] atenções”, argumentou.

Questionado igualmente sobre a reforma laboral proposta pelo Governo e a greve geral de 03 de junho, cujo pré-aviso já foi apresentado pela CGTP, embora, em declarações recentes ao Público, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, tenha dito que a paralisação é “extemporânea”, o líder do PS limitou-se a dizer que respeita as decisões das centrais sindicais.

José Luís Carneiro anda a realizar um périplo pelo país por estabelecimentos de ensino profissional e apontou hoje a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa como “um dos bons exemplos de parceria do Estado com as autarquias”.

A escola, indicou, é financiada “a 30% pelo Orçamento do Estado, depois uma parte significativa com fundos europeus e depois com os produtos desenvolvidos na própria produção agroalimentar pelos alunos dos vários cursos”, disse, o líder do PS, que, além de ficar a conhecer as diversas valências da escola, até ajudou a plantar produtos hortícolas.

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