No encerramento da Rota pelo Interior e Cooperação Transfronteiriça, o Secretário-Geral do Partido Socialista fez um balanço “muito positivo” da iniciativa, que decorreu entre 21 e 28 de agosto e percorreu territórios do Norte, Centro e Sul do país, promovendo o contacto direto com as populações e os diferentes agentes locais sobre os desafios e as potencialidades de cada região.
“Começamos em Valença do Minho e ao chegar a Vila Real de Santo António fazemos um balanço muito positivo”, afirmou José Luís Carneiro, destacando a participação de “muitas e muitos militantes, cidadãos independentes, simpatizantes do PS” com quem foi possível “ouvir a sua voz, as suas preocupações e as suas inquietudes”.
Ao longo do percurso, o líder socialista interagiu diretamente com diferentes comunidades e setores, abordando temas como investimento e competitividade, acessibilidades e ferrovia, recursos endógenos, ciência e conhecimento, saúde, turismo, cultura e serviços públicos.
“Saímos deste roteiro com a certeza de que o interior do país tem um papel nuclear no desenvolvimento que queremos para Portugal”, sublinhou.
Um país a crescer como um todo
Desde o arranque da iniciativa, José Luís Carneiro defendeu uma visão integrada do desenvolvimento nacional.
“Temos de garantir que o país cresce como um todo”, enfatizou, destacando também o potencial da cooperação territorial fronteiriça com Espanha.
O líder do PS chamou ainda a atenção para o facto de Portugal ter “dois terços do território que precisam de ser valorizados e potenciados”, associando essa valorização à criação de oportunidades de investimento, emprego e salários capazes de fixar no país “as mais jovens e mais qualificadas gerações”.
A experiência recolhida durante a rota, indicou, reafirmou a convicção de que os socialistas estão a construir “uma alternativa de confiança para Portugal”.
A iniciativa do PS procurou também demonstrar que a política deve partir do contacto com o terreno e com as populações, porque, apontou, “há realidades que não cabem em relatórios”.
“É necessário ir às localidades e regiões, ouvir as pessoas e compreender as dificuldades das comunidades”, vincou José Luís Carneiro.
Potenciar o valor dos territórios
A agenda deste roteiro socialista pelo interior passou por temas e projetos com impacto direto na vida das pessoas, com especial destaque para a saúde, a mobilidade , a habitação, as acessibilidades e o desenvolvimento económico.
Em Seia, o líder PS reiterou o compromisso com infraestruturas como o IC6 e o IC37.
No Sul, José Luís Carneiro visitou Alqueva, Mértola e Alcoutim, terminando a rota com uma viagem de barco pelo Guadiana até Vila Real de Santo António.
O Secretário-Geral insistiu ainda na necessidade de avançar com a ponte sobre o Guadiana entre Alcoutim e Sanlúcar, projeto que contou com financiamento do PRR, mas cujas obras ainda não avançaram.
Referiu igualmente a ligação entre Nisa e a fronteira com Espanha, orçada em cerca de 15 milhões de euros, e lamentou que continue por concretizar em Alcoutim um investimento “na ordem dos 17 milhões de euros”.
Foi também neste contexto, e perante as insistentes perguntas dos jornalistas sobre uma eventual moção de censura do Chega ao Governo da AD, que José Luís Carneiro voltou a colocar o foco na agenda que definiu para o PS.
“A minha agenda tem uma prioridade”, que é a de “apresentar propostas para servir as portuguesas e os portugueses”.
No final da Rota pelo Interior e Cooperação Transfronteiriça, o líder socialista destacou o “potencial” turístico, humano e natural do nordeste algarvio, defendendo que Portugal precisa desse potencial para “construir soluções para o futuro”.
“É isso que o PS está a fazer”, concluiu.