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José Luís Carneiro insiste que a estabilidade política é “crucial” para a recuperação do país

José Luís Carneiro insiste que a estabilidade política é “crucial” para a recuperação do país

O Secretário-geral adjunto do Partido Socialista, José Luís Carneiro, alertou hoje para a importância da estabilidade política no processo de recuperação económica e social de Portugal e garantiu que “há condições muito claras para que possa haver uma convergência plena” dos partidos que têm suportado o Governo na aprovação do Orçamento do Estado para 2022.

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José Luís Carneiro e Ana Catarina Mendes, Presidência da República

O também vice-presidente da bancada do PS frisou, após uma audiência com o Presidente da República por ocasião do final da sessão legislativa, no qual esteve acompanhado pela presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes, que “a estabilidade política é um fator decisivo para conseguirmos garantir – agora que temos instrumentos financeiros que foram negociados com a União Europeia – a recuperação das condições económicas e sociais” do país.

Para que estes meios financeiros que estão ao dispor de Portugal sejam bem executados tem de haver “cooperação entre todas as estruturas do Estado”, desde as “autarquias à administração central, das instituições de desenvolvimento social, das empresas e das suas instituições representativas”, sublinhou o dirigente socialista, que acrescentou que “a capacidade de trabalharmos de forma coesa em equipa para vencermos as dificuldades da recuperação económica e social é absolutamente indispensável”.

“Para o Partido Socialista, a estabilidade política é o elemento crucial para que essa vontade de cooperação entre as estruturas da administração pública, as estruturas privadas, as estruturas económicas, as estruturas sociais possam convergir no mesmo esforço de recuperação económica e social”, asseverou, lembrando que se trata de “objetivos de caráter nacional” e não partidário.

E reiterou: “É preciso que todos os partidos políticos no Parlamento, nas autarquias, nos poderes regionais concorram para que o país consiga cumprir com esses objetivos nacionais como se comprometeu perante as instituições europeias”.

De acordo com José Luís Carneiro, o Partido Socialista transmitiu ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que considera positivo os números do “desemprego estarem em níveis inferiores aos níveis de desemprego de 2011”, estando fixados nos 7,1%. Apesar de ainda ser “uma taxa elevada”, são sinais encorajadores “tendo em conta aquilo que eram as perspetivas no arranque da pandemia”, disse.

Pode-se concluir que “as medidas de apoio às empresas e as medidas de proteção do emprego produziram efeitos muito positivos”, congratulou-se.

“É também relevante sinalizar que o país tem conseguido, mesmo neste quadro de dificuldades pandémicas, atrair investimento direto estrangeiro, ou seja, Portugal continua a dar confiança àqueles que, provenientes de vários países do mundo, escolhem Portugal para investir. Estamos a falar de cerca de mil milhões de euros de investimento contratualizado com o Estado português para efeitos de investimento em todo o país”, apontou.

O Secretário-geral adjunto do PS referiu em seguida que há “mais de 450 projetos de internacionalização que permitem consolidar investimento de empresas portuguesas no estrangeiro e até diversificar mercados das empresas portuguesas”.

Ora, todos estes sinais positivos mostram que “temos conseguido resistir não apenas à crise pandémica, também temos conseguido criar condições de proteção das empresas, de proteção do emprego e de proteção dos rendimentos”, assegurou José Luís Carneiro, que explicou que “foi possível alcançarmos estes objetivos porque houve, desde os primórdios desta pandemia, um espírito muito profundo de cooperação entre todas as instituições, entre os representantes da Assembleia da República com os membros do Governo e também com a própria Presidência da República”.

Há condições para uma “convergência plena” da esquerda para aprovar o OE

José Luís Carneiro mencionou também a aprovação do Orçamento do Estado para 2022, considerando-a “um elemento de primeira prioridade política”.

O dirigente socialista garantiu que “há condições muito claras para que possa haver uma convergência plena daquelas que têm sido as forças que têm suportado as opções políticas para o país” e enumerou essas condições: “Há uma clara vontade de reforçar o investimento público, quer na qualificação da administração pública, quer na qualificação das funções sociais do Estado, há uma agenda para o trabalho com dignidade e, por outro lado, todos estamos investidos – pelo menos a avaliar pelas declarações públicas – de uma mesma responsabilidade, que é a de prepararmos a sociedade e o Estado para esses desafios que são vitais, nomeadamente a transição digital, as alterações climáticas, para combater a pobreza e as desigualdades e para garantirmos que o país consegue ser mais competitivo e, ao mesmo tempo, ser mais coeso”.

O Secretário-geral adjunto do PS afiançou, tal como já haviam dito a líder parlamentar do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes, e o primeiro-ministro, António Costa, que “a vontade do Partido Socialista e a sua disponibilidade é absoluta para que as forças políticas que constituíram o grande suporte para as transformações que se fizeram desde 2015 possam convergir”.

“A nossa vontade é que o âmbito de convergência política seja tão alargada quanto possível”, concluiu.

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