Em Sines, no âmbito da Rota pela Economia do Mar, o Secretário-Geral do PS criticou a falta de orientação estratégica do executivo de Luís Montenegro, sublinhando que o país não pode continuar a perder tempo num contexto internacional cada vez mais exigente.
“O que tenho sentido é que o Governo está hoje sem agenda para a economia e isso é preocupante porque a economia está a perder competitividade internacional”, afirmou José Luís Carneiro, à saída de uma reunião com a administração dos Portos de Sines e do Algarve, seguida de uma visita ao Terminal de Contentores.
Perante os jornalistas, o líder socialista insistiu que Portugal precisa de reforçar a sua inserção na economia global através de uma aposta consistente em setores estratégicos como a energia, o transporte de mercadorias e a articulação entre portos, ferrovia e rodovia, assumindo a economia do mar como eixo central do desenvolvimento nacional.
Nesse contexto, o Porto de Sines assume uma importância decisiva. Trata-se, sublinhou, de uma infraestrutura fundamental para o posicionamento de Portugal na economia global, com impacto direto na competitividade do país e na sua capacidade de atração de investimento.
José Luís Carneiro defendeu, por isso, que Sines não pode ser tratado como mais um ativo logístico, mas sim como um projeto estruturante, com relevância acrescida num horizonte que ultrapassa 2050, devendo beneficiar de uma “forte prioridade política”.
Alertou ainda para a degradação da posição competitiva da economia portuguesa, uma situação que, frisou, exige uma resposta determinada e orientada para o crescimento económico sustentável, a modernização das infraestruturas e a valorização dos setores estratégicos.
Questionado sobre as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativas ao fim dos apoios à habitação jovem, José Luís Carneiro rejeitou essa orientação, sublinhando que o país deve procurar soluções próprias, capazes de responder às necessidades reais das pessoas e de promover uma economia mais forte e mais justa.
“Eu não concordo com esses conselhos do FMI”, declarou, defendendo que uma economia mais robusta permitiria a Portugal enfrentar os seus desafios sem depender de recomendações externas desta natureza.