Recordando que, durante a ditadura – a mais longa da Europa –, “o país via partir, todos os anos, milhares e milhares de jovens, que fugiam clandestinamente à pobreza e à guerra”, o Secretário-Geral do PS sublinhou que “muitos dos que partiram formam a nossa diáspora, viva e tão relevante, e que hoje merece a nossa maior atenção e a nossa mais alta consideração pelo contributo que dá ao prestígio e à força de Portugal no mundo”.
“É um dos ativos mais preciosos de Portugal” e que “exige outra prioridade política”, afirmou.
Na sua intervenção, José Luís Carneiro não esqueceu também os antigos combatentes na guerra colonial, “vítimas de um regime anacrónico e impiedoso”, em que os “jovens recebiam a guia de marcha que servia para combater numa guerra perdida e sem sentido”.
“A teimosia colonialista levou o país para 13 anos de guerra, responsável por milhares de mortos e feridos, e para sequelas que ainda hoje perduram na vida das famílias”, disse, dirigindo uma palavra aos antigos combatentes e suas famílias.
José Luís Carneiro vincou ainda, no seu discurso, que Portugal deve “estar sempre do lado do direito internacional e da Carta das Nações Unidas” e avisou – num recado ao Governo da AD – que “nunca devemos esquecer que, sempre que damos a mão à guerra e nos tornamos cúmplices dela, também seremos parte das suas vítimas”.