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José Luís Carneiro defende “outra prioridade política” para a diáspora portuguesa e lembra os antigos combatentes

José Luís Carneiro defende “outra prioridade política” para a diáspora portuguesa e lembra os antigos combatentes

Num dos pontos fortes do seu discurso na sessão solene dos 52 anos do 25 de Abril, na Assembleia da República, José Luís Carneiro prestou homenagem aos portugueses espalhados pelo mundo, considerando que constituem “um dos ativos mais preciosos de Portugal”.

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Recordando que, durante a ditadura – a mais longa da Europa –, “o país via partir, todos os anos, milhares e milhares de jovens, que fugiam clandestinamente à pobreza e à guerra”, o Secretário-Geral do PS sublinhou que “muitos dos que partiram formam a nossa diáspora, viva e tão relevante, e que hoje merece a nossa maior atenção e a nossa mais alta consideração pelo contributo que dá ao prestígio e à força de Portugal no mundo”.

“É um dos ativos mais preciosos de Portugal” e que “exige outra prioridade política”, afirmou.

Na sua intervenção, José Luís Carneiro não esqueceu também os antigos combatentes na guerra colonial, “vítimas de um regime anacrónico e impiedoso”, em que os “jovens recebiam a guia de marcha que servia para combater numa guerra perdida e sem sentido”.

“A teimosia colonialista levou o país para 13 anos de guerra, responsável por milhares de mortos e feridos, e para sequelas que ainda hoje perduram na vida das famílias”, disse, dirigindo uma palavra aos antigos combatentes e suas famílias.

José Luís Carneiro vincou ainda, no seu discurso, que Portugal deve “estar sempre do lado do direito internacional e da Carta das Nações Unidas” e avisou – num recado ao Governo da AD – que “nunca devemos esquecer que, sempre que damos a mão à guerra e nos tornamos cúmplices dela, também seremos parte das suas vítimas”.

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