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José Luís Carneiro conclui Rota pelo Ensino e Formação e exige nova ambição estratégica

José Luís Carneiro conclui Rota pelo Ensino e Formação e exige nova ambição estratégica

O Secretário-Geral do Partido Socialista encerrou esta terça-feira, em Celorico de Basto, Braga, a Rota pelo Ensino e Formação Profissional, reafirmando a qualificação dos recursos humanos como prioridade central de uma estratégia de crescimento e desenvolvimento sustentáveis e posicionando o PS na linha da frente da resposta aos desafios económicos, sociais e tecnológicos que Portugal enfrenta.

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Após semanas de contactos com escolas, centros de formação, empresas e agentes económicos de diferentes regiões do país, José Luís Carneiro garantiu que o PS tem “uma clareza muito forte sobre as prioridades”.

“Temos de ter a formação e o ensino profissional no topo das prioridades, porque são um esteio fundamental para a qualificação dos nossos jovens, para a qualificação dos nossos trabalhadores, para a reconversão profissional e para a estabilidade do crescimento da nossa economia”, afirmou José Luís Carneiro, apontando as atuais exigências em matéria de habitação, saúde, salários, produtividade, estabilidade futura dos trabalhadores e transformações tecnológicas.

Durante a visita que realizou esta manhã à Escola Profissional Agrícola de Fermil, o líder socialista voltou a sublinhar a necessidade de o país responder com ambição às transformações provocadas pela transição digital e pela inteligência artificial, reiterando o carácter essencial de avançar com uma aposta firme na formação e na reconversão profissional.

Ao longo da Rota pelo Ensino e Formação Profissional, os socialistas identificaram como uma das principais fragilidades do sistema o desfasamento entre a oferta formativa existente e as necessidades reais do tecido empresarial, defendendo, por isso, a criação de agendas concretas para a empregabilidade e para a reconversão profissional.

Nas sucessivas visitas realizadas a estabelecimentos de ensino profissional e politécnico, o líder do PS destacou igualmente a importância de garantir um novo modelo de financiamento para o setor, sustentado não apenas por fundos europeus, mas também por recursos nacionais, de modo a assegurar estabilidade às escolas e capacidade de adaptação às novas exigências tecnológicas e económicas.

Outra das prioridades referidas foi a valorização social e académica do ensino profissional e tecnológico, através da facilitação do acesso ao ensino superior para os estudantes destas vias.

Formação adaptada a exigências da economia global

Recorde-se que Portugal conseguiu reduzir o abandono escolar de 39% para menos de 10% entre 2000 e 2023, aproximando-se da média europeia.

Ainda assim, o PS tem vindo a alertar para sinais de estagnação das políticas públicas nesta área e para o risco de o país desperdiçar oportunidades associadas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), caso não adapte rapidamente a formação às novas exigências da economia digital.

Entre as dez áreas prioritárias identificadas pelos socialistas ao longo deste périplo temático destacam-se o reforço da articulação entre escolas e empresas, a revitalização da oferta formativa, o combate ao estigma associado ao ensino profissional, a valorização do empreendedorismo jovem e a facilitação da transição para o ensino superior.

Com esta rota, José Luís Carneiro colocou reforçadamente a qualificação, a reconversão do capital humano e a valorização do ensino profissional no centro da agenda política, assumindo a formação como condição essencial para garantir emprego qualificado, coesão territorial e uma economia mais moderna, inovadora e competitiva.

PS focado nos problemas reais do país

À margem da visita à Escola Profissional Agrícola de Fermil, em Celorico de Basto, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre o atual contexto político e sobre a subida do PS nas mais recentes sondagens de opinião.

Na resposta, o Secretário-Geral rejeitou alimentar cenários eleitorais e deixou críticas ao foco do chefe do executivo da AD, Luís Montenegro, nas disputas partidárias.

“A minha preocupação não é com eleições. Admito que essa seja a preocupação do primeiro-ministro desde que chegou há dois anos a funções governativas. Parece que está permanentemente preocupado com as eleições. Ele deve preocupar-se é em resolver os problemas das pessoas, porque foi para isso que ele foi eleito há dois anos”, enfatizou.

O líder socialista garantiu ainda que o partido continuará a agir com sentido de responsabilidade e a favor da estabilidade institucional, deixando, contudo, uma clara mensagem ao Governo de Montenegro.

“Os portugueses sabem” que o PS está “para contribuir para a estabilidade política do país e para servir o país”, disse, acrescentando que Portugal “não aguenta estas crises consecutivas do ponto de vista político”.

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