“A revisão dos estatutos é um objetivo que nós levaremos muito em breve à Comissão Nacional, mas que terá uma equipa preparada. Aquilo que eu queria garantir a todas e a todos é que queremos que seja uma revisão muito participada”, disse.
A equipa que terá a missão de coordenar o processo, explicou, irá às concelhias e às federações promover “sessões de debate e de esclarecimento, para que as alterações, mais do que serem boas alterações no papel, sejam alterações interiorizadas na cultura de fazer política e no modo como se organiza o PS”.
“É isso que nós temos de continuar a ser, um partido que se transforma, que inova, que se moderniza e que, simultaneamente, é fator de modernização e de transformação da sociedade portuguesa”, defendeu.
O líder socialista afirmou ainda o objetivo de modernizar o partido para a transição digital, nomeadamente no que respeita a avaliar as condições de avançar “para outros sistemas de quotização”, que permitam “maior autonomia individual, maior autonomia e responsabilidade coletiva” na forma como se contribui o financiamento do próprio PS.
Na sua intervenção, na parte final da reunião, José Luís Carneiro referiu também que, um ano passado sobre a sua eleição como Secretário-Geral, vê o PS “unido e coeso”.
“Queria deixar-vos ficar, ao fim deste ano de liderança do PS, uma palavra de gratidão porque, pese embora uma outra divergência, que é natural, que é normal, que é saudável, eu tenho contado com o PS unido e coeso naquilo que são os grandes propósitos políticos nacionais e o grande propósito é servir o país”, disse.
Para José Luís Carneiro, esta “coesão” e “a vontade de servir o país” são “inquebrantáveis” no PS.
“E a coesão e a nossa vontade de servir o país com este ideal de um país que cresce economicamente, mas que é justo socialmente, mobiliza-nos a todos e vai levar-nos de novo a uma maioria no futuro”, antecipou o líder socialista.