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Homenagem a Mário Soares renova apelo à defesa ativa da liberdade

Homenagem a Mário Soares renova apelo à defesa ativa da liberdade

No Dia da Liberdade, o Partido Socialista reafirma a centralidade da memória histórica e do compromisso democrático, assinalando, na Amadora, a inauguração de uma peça artística dedicada a Mário Soares, figura maior da construção do Portugal democrático.

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A cerimónia, integrada nas comemorações dos 52 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974, contou com a presença do Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, bem como de familiares do antigo Presidente da República e de várias figuras socialistas, como a eurodeputada Carla Tavares e o autarca Vítor Ferreira, num momento de evocação dos valores de Abril e da sua atualidade política.

Na ocasião, José Luís Carneiro destacou que a data é, antes de mais, um tributo “a quem nunca desistiu de Portugal e da democracia”, apontando Mário Soares como símbolo dessa determinação, que deve ser projetada hoje “como referência essencial para responder aos desafios contemporâneos e consolidar o futuro democrático do país”.

Sublinhando o significado da obra inaugurada, o líder socialista afirmou que o legado do histórico fundador do PS “ganha força num diorama de Vhils, que recorda que a liberdade exige coragem e ação”.

O líder socialista enfatizou ainda que a evocação do 25 de Abril deve traduzir-se num compromisso renovado para “continuar a construir um país mais justo, mais livre e mais solidário” porque, disse, “a liberdade constrói-se todos os dias”.

O diorama, assinado pelo artista Alexandre Farto, conhecido por Vhils, consiste numa escultura em betão de grande escala, com cerca de cinco metros de comprimento e 2,5 metros de altura, que retrata o rosto de Mário Soares.

Instalado no Parque da Liberdade, a peça artística inscreve-se como um novo marco simbólico na paisagem urbana e na memória coletiva.

Arte com memória projeta no futuro o legado do pai da democracia

Durante uma emotiva cerimónia, na qual esteve acompanhada pelo seu irmão João, Isabel Soares, presidente da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, reforçou a importância de preservar as lições da história, apelando à continuidade da luta pela liberdade e pela democracia.

“É fundamental que se transmita aos mais jovens o que se viveu antes do 25 de Abril, para que não voltemos ao passado”, vincou, recordando também a coragem e o otimismo do pai, “mesmo nos períodos mais difíceis da resistência ao regime”.

Também o artista Vhils destacou o papel de Mário Soares enquanto construtor de pontes e protagonista de um processo democrático que, à época, parecia improvável.

Ao destacar o legado das gerações que protagonizaram a transição democrática, o artista expressou a esperança de que as novas gerações consigam dar continuidade a esse percurso.

A encerrar a sessão, o presidente da Câmara Municipal da Amadora saudou o facto de o diorama de Vhils fixar simbolicamente Mário Soares na cidade, à semelhança do seu papel na história nacional.

Evocar a sua figura, afirmou Vítor Ferreira, é celebrar “a conquista da dignidade democrática e a afirmação de um país livre, plural e voltado para o futuro”.

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