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Força dos autarcas do PS vai ser “fundamental” para a execução dos fundos europeus

Força dos autarcas do PS vai ser “fundamental” para a execução dos fundos europeus

António Costa apelou, no Congresso do PS, a uma forte mobilização “para uma grande vitória” nas eleições autárquicas de 26 de setembro, defendendo que uma maioria de autarcas socialistas em cada Região será “fundamental” para garantir as melhores políticas na execução dos recursos europeus ao serviço do país.

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António Costa, 23º Congresso

No discurso de encerramento do 23º Congresso Nacional do PS, em Portimão, o Secretário-geral socialista sublinhou que “em várias das áreas mais importantes onde há recursos mobilizados no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ou no quadro financeiro plurianual são mesmo os municípios que terão um papel central na sua execução”, lembrando que, com as mudanças introduzidas nas CCDR, “as autarquias passaram a ter um papel decisivo na estratégia de desenvolvimento económico e social de cada região”.

“O primeiro grande desafio que têm pela frente é já a elaboração dos planos operacionais regionais para a próxima geração de fundos comunitários, que está já aí, e que têm de estar aprovados até ao final do ano”, disse.

“E para que isso aconteça, para que as opções sejam certas, para que também ao nível regional vamos por caminho certo, é fundamental que em cada região a maioria dos autarcas sejam autarcas do PS, autarcas que estão comprometidos com o caminho certo que tem gerado boas políticas e bons resultados para o desenvolvimento económico e social do nosso país”, defendeu, em seguida.

“Estamos a um mês das eleições autárquicas, são eleições com uma especial importância porque faz parte do ADN do PS a defesa do poder local. Só nós estamos presentes em todo território. Só nós estamos presentes em todo o país e todas as Regiões”, reforçou.

No quadro do PRR, o Secretário-geral do PS apontou a ação social como uma área em que deve haver “uma relação devidamente articulada”, sobretudo “ao nível local, através das autarquias”, sublinhando que “são as autarquias que, pela sua proximidade, melhor conhecem os parceiros e melhor conhecem as prioridades do investimento que é necessário fazer”.

E acrescentou: “Temos meios para investir, vamos investir bem, porque ninguém nos perdoará se desperdiçarmos um cêntimo que seja do dinheiro que temos disponível para poder investir”.

Ainda sobre o PRR apresentado pelo Governo do PS, António Costa considerou que a política de habitação é “absolutamente fundamental para responder quer às necessidades da classe média, quer para acabar com essa chaga que é haver mais de 26 mil famílias que continuam a viver em Portugal sem condições dignas de habitação”.

“E agora temos não só as políticas, mas também os recursos para cumprir o nosso compromisso de até aos 50 anos do 25 de Abril [em 2024] assegurar a todas essas famílias habitação condigna”, declarou.

António Costa salientou também a aposta em “mais e melhores transportes públicos, mais mobilidade ciclável, mobilidade sustentável” como meio para enfrentar “o desafio das alterações climáticas”, defendendo que isso só pode ser feito “através e com as autarquias”.

“A descentralização de competências que fizemos para a Área Metropolitana de Lisboa, para a Área Metropolitana do Porto, bem provaram o sucesso dessa medida de descentralização. É esse o caminho que devemos seguir e é isso que devemos continuar a fazer”, disse.

Neste sentido, dirigindo-se aos socialistas reunidos em Portimão, António Costa apelou a uma mobilização “para uma grande vitória” eleitoral do PS no dia 26 de setembro.

“Pela descentralização, pelo papel central que vão ter na execução do PRR, pelo poder que passaram a ter ao nível regional, as autarquias são mesmo parceiros essenciais para cumprirmos aquele que é o lema do nosso congresso: Garantir o Futuro”, afirmou.

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