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ERASMUS+ quer aumentar oportunidades de emprego

ERASMUS+ quer aumentar oportunidades de emprego

Governo quer triplicar o número de participantes no ERASMUS e instalar o programa “em todas as instituições de ensino superior e em muitas escolas secundárias e profissionais”, avançou ontem o ministro Manuel Heitor.

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O programa Erasmus+ 2021/27, promovido pelas Agências Nacionais Erasmus+ Educação e Formação e Juventude em Ação, foi lançado esta quarta-feira, dia 14 de abril. O evento contou com a presença do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

“É inegável que todo e qualquer cidadão europeu que tenha uma experiência de mobilidade aumenta automaticamente a sua capacidade de empregabilidade, mas também a sua consciência de ser europeu”, salientou o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues.

O ministro da Educação destacou, ainda, o reforço da dotação orçamental para o programa que “quase duplica”, de 14,7 mil milhões de euros no período 2014-20 para mais de 26 mil milhões de euros para 2021-27.

Tiago Brandão Rodrigues sublinhou a importância de “dotar as pessoas com meios para poderem” aderir ao programa, principalmente “aquelas com mais vulnerabilidade económica e social”, por forma a que o ERASMUS+ “seja verdadeiramente inclusivo”.

“Se pensarmos numa família que coloca, já com dificuldades, os seus filhos a estudar num Instituto Politécnico ou Escola Profissional na capital de distrito ou mais longe, é muito difícil pensar como se pode sonhar e ter o arrojo de ir para uma qualquer capital da Europa. Por isso, a questão do dinheiro não é assim tão periférica e a grande vontade da Comissão Europeia é fazer com que o programa seja verdadeiramente inclusivo”, avançou Tiago Brandão Rodrigues.

O ministro do Ensino Superior também salientou a “questão da empregabilidade” como sendo uma das vantagens do programa.

“Não é por acaso que aqueles que têm Erasmus têm estatísticas mais favoráveis [na empregabilidade]. Porque o Erasmus cria um conjunto de competências, que na gíria se chamam de ‘soft skills’, de resiliência e adaptação a diferentes realidades que são, hoje, críticas para muitas condições de empregabilidade”, disse Manuel Heitor.

Conforme referiu Manuel Heitor, “a condição Erasmus” dos candidatos a postos de emprego é “cada vez mais” valorizada pelos empregadores “públicos e privados”.

 

Triplicar o ERASMUS+ até 2027

De acordo com uma nota do gabinete do ministro Manuel Heitor, o Governo pretende “triplicar” até 2027 o número de adesões ao ERASMUS+, estabelecendo “mais e melhores acordos institucionais a nível europeu”.

O número de estudantes em mobilidade no âmbito do programa ERASMUS aumentou de 2.500 para 5.000, entre 2000 e 2014, e para 10.000 em 2019/20, sendo que, a ambição do Governo socialista passa por triplicar esses números.

“Em 20 anos multiplicámos a participação de estudantes portugueses em mobilidade Erasmus em cinco vezes. Foi bom, mas não chega. Hoje, apenas um em cada 10 estudantes que concluem o ensino superior tiveram uma experiência Erasmus. A ideia é garantir que um em cada três jovens possa ter essa experiência”, avançou o ministro Manuel Heitor.

Para isso, segundo o governante, é necessário “promover a efetiva inserção das instituições de ensino superior portuguesas, politécnicas e universitárias, públicas e privadas” em redes europeias, por forma a reforçar “graus conjuntos e processos de recrutamento” de docentes e investigadores, assim como a sua mobilidade.
Nesse sentido, o ministro Manuel Heitor defende que é necessário “modernizar e restruturar a atual agência Erasmus+”, instalando até ao final deste ano, delegações “em todas as instituições de ensino superior e em muitas escolas secundárias e profissionais”.

O Erasmus+ 21/27 visa apoiar projetos de mobilidade para promover o conhecimento e aprendizagem e a cooperação dentro e fora do espaço europeu, bem como “capacitar projetos centrados na inclusão e nas transições ecológica e digital”, referiu o ministro.

Lançado em 1987, o programa Erasmus alargou o seu âmbito em 2014 de modo a abranger novos campos de atividade, nomeadamente nos domínios da formação profissional, educação de adultos e intercâmbio de jovens, bem como da animação juvenil e treino desportivo, assumindo assim a denominação ERASMUS+.
Nas últimas três décadas, segundo a Comissão Europeia, “mais de dez milhões” de europeus participaram no programa onde, além dos 27 países da UE, participam também a Islândia, Liechtenstein, Macedónia do Norte, Noruega, Sérvia e Turquia.

A sessão de lançamento do ERASMUS+ 2021/27 contou, ainda, com a participação do secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, Miguel Cabrita, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, e do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira.

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