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É “incompreensível” a esquerda colocar-se ao lado dos que têm estado contra as conquistas sociais alcançadas pelo Governo

É “incompreensível” a esquerda colocar-se ao lado dos que têm estado contra as conquistas sociais alcançadas pelo Governo

Votar contra o Orçamento do Estado para 2022, “ao lado da direita, é dizer à direita que tem razão quando cortou salários, quando cortou pensões, quando teve o Estado mínimo e quando depauperou os serviços públicos”, avisou hoje, no Parlamento, a presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes, que frisou que uma negociação é colocar o país “à frente de qualquer agenda partidária”.

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Ana Catarina Mendes, debate OE2022

“Votar contra este Orçamento é privar 500 mil crianças que hoje estão em situação de pobreza”, é “privar mais de dois milhões de pensionistas de um aumento que melhora a sua condição de vida”, é “privar milhares de funcionários públicos que esperam uma melhoria no seu salário”, é “privar os portugueses que precisam da melhoria dos cuidados de saúde”, é “privar as empresas de mais investimento”, alertou Ana Catarina Mendes no encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2022.

Frisando que o Estatuto dos Profissionais da Cultura incluído neste Orçamento permitiria, pela primeira vez, proteção social a estes trabalhadores, a líder parlamentar do PS sublinhou “o esforço que o Governo fez para chegar a acordo no âmbito destas negociações”. E garantiu que “foram horas, muitas reuniões, foi muito trabalho, mas uma negociação não pode ser cedência, uma negociação é diálogo e compromisso, uma negociação não é tudo ou nada, uma negociação é colocar a prioridade do país e dos portugueses à frente de qualquer agenda partidária”.

Ana Catarina Mendes recordou quando, há seis anos, o Governo liderado pelo PS e apoiado pela esquerda levou “ao crescimento da economia, à criação de meio milhão de postos de trabalho, ao aumento do rendimento dos portugueses”. “Registámos o menor défice de sempre, conquistámos a credibilidade internacional – e tudo isto quebrando o arco da governação, conseguindo construir pontes e compromissos com a esquerda, como, anos antes, ou meses antes do outubro de 2015, ninguém acharia possível”, assinalou.

Ora, o Governo do PS e a esquerda parlamentar reconquistaram “a credibilidade internacional e a confiança dos consumidores, dos investidores e dos empresários”. “Que ninguém tenha hoje a tentação de renegar a importância destes seis anos, das convergências feitas”, disse.

Voto contra do PCP, BE e PEV é também voto contra as suas próprias propostas

Com a crise criada pela pandemia de Covid-19, o “Governo fez tudo para não deixar ninguém para trás”, destacou Ana Catarina Mendes, recordando que “o Estado não falhou e, perante a emergência, agiu. Foram mais de 950 milhões de euros em medidas adicionais só no setor social durante a pandemia”.

“Foi porque sempre apostámos no Serviço Nacional de Saúde, e foi graças ao empenho e dedicação dos seus profissionais, que Portugal lidera hoje os índices de vacinação. Fomos o primeiro país do mundo a atingir os 85% da sua população com a vacinação completa e estamos agora com 88% da população vacinada”, congratulou-se.

“A nossa resposta foi solidária e voltámos já hoje a números de emprego pré-pandemia”, indicou a dirigente socialista, que mencionou um importante detalhe: “E conseguimos fazê-lo sem cortes, sem dar passos maiores do que a perna, mas com solidariedade, com responsabilidade e sem austeridade”.

Ana Catarina Mendes salientou que “os portugueses festejaram uma aliança à esquerda liderada pelo PS e esperam que continuemos o caminho”.

E deixou um recado aos partidos da esquerda: “Há hoje um país que olha para este Parlamento atónito e receoso. Ninguém compreende que, daqui a instantes, o PCP, o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista Os Verdes se levantem ao lado do PSD, do CDS, da Iniciativa Liberal e do Chega para votar contra este Orçamento, o Orçamento mais à esquerda e com mais sensibilidade social”.

Para a presidente da bancada do PS, é “natural” que a direita não acompanhe este caminho, já que “é diferente, não corta salários, não adia sonhos, não aumenta impostos, não cria incerteza, não defende o Estado mínimo ou as privatizações”. Dirigindo-se a Rui Rio, Ana Catarina Mendes considerou “muito natural que a direita não nos acompanhe”.

“Mas à esquerda é incompreensível colocarem-se ao lado daqueles que têm estado sempre contra as conquistas sociais que recuperámos ao longo destes seis anos”, alertou a dirigente socialista, que asseverou que “quando o PCP, o Bloco de Esquerda e o PEV votam contra este Orçamento, estão também a votar contra as suas próprias propostas”.

Ana Catarina Mendes deixou claro que “não foi o PS que se desviou do caminho iniciado há seis anos”. E avisou: “Nas bancadas à direita, dentro do turbilhão que vai nas suas casas, estão à espreita para poder reverter todas as conquistas sociais que conseguimos ao longo destes seis anos”.

“Não consideramos indiferente o que faz a diferença na vida de milhões de portugueses. E estamos disponíveis para continuar”, concluiu a presidente do Grupo Parlamentar do PS.

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