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Bombeiros vão contar com mais 58 equipas de intervenção

Bombeiros vão contar com mais 58 equipas de intervenção

Vão ser criadas “mais 58 novas equipas profissionais nos bombeiros”, anunciou ontem, no Parlamento, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. O ministro disse, ainda, que todos os bombeiros vão ser vacinados esta semana.

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“Fechou-se, quer com a Associação Nacional de Municípios, quer com a Liga dos Bombeiros Portugueses, o processo de constituição de mais 58 novas equipas profissionais nos bombeiros”, revelou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

“Foram constituídas desde 2017 mais de 60% de todas as equipas constituídas desde 2001, ano da criação da primeira equipa” disse Eduardo Cabrita esta terça-feira, durante a audição comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

“Em três anos e meio fizemos mais do que nos 17 anos anteriores e, para além de todas as corporações já constituídas, estamos a dar prioridade a segundas equipas em áreas de maior risco”, sublinhou o ministro.

As equipas de intervenção permanência são constituídas por cinco elementos e estão em regime de prontidão nos quarteis dos bombeiros para ocorrer a qualquer ocorrência que possa surgir.

 

Todos os bombeiros serão vacinados esta semana

O ministro da Administração Interna garantiu aos deputados que a primeira dose da vacina contra a Covid-19 será ministrada a todos os bombeiros até ao final desta semana.

“Os bombeiros concluirão esta semana integralmente o processo de vacinação em primeira dose. Isso permitirá estarem prontos não só para a resposta pré-hospitalar, que nunca deixaram de assegurar, mas também para o aproximar da época de maior número de incêndios rurais”, disse Eduardo Cabrita.

 

“Preparar o futuro sem esquecer a pandemia”

Estamos a trabalhar “para preparar o futuro sem esquecer a pandemia”, afirmou Eduardo Cabrita, durante a audição parlamentar.

O ministro destacou o trabalho intenso e importante realizado pelo Ministério da Administração Interna, nomeadamente “a aprovação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, bem como outros instrumentos fundamentais, como a programação da ação até 2030 em matéria de ação civil preventiva, a aquisição de meios próprios pelo Estado para o combate aos incêndios rurais e uma nova escola de bombeiros”.

O ministro destacou, ainda, que o Governo está a trabalhar na elaboração da Diretiva Especial de Combate a Incêndios Rurais de 2021 e, também, na criação de uma nova diretiva de vigilância, que resultará da cooperação entre as áreas de governação do Ambiente e da Administração Interna.

Eduardo Cabrita disse aos deputados que o final da concessão da SIRESP SA “obriga a olhar para o futuro”, acrescentando que está a ser desenvolvida uma “reforma profunda que passa pela integração numa única entidade de tudo aquilo que são bases de dados e sistemas de comunicações do Ministério da Administração Interna”.

O ministro referiu, ainda, que o Governo pretende agregar todos os serviços partilhados das forças de segurança, estando já concluída a primeira fase e, até ao final do ano, já deverá haver resultados em áreas como o processamento de vencimentos e de compras públicas.

Eduardo Cabrita salientou que a nova Lei de Programação 2022-2025 vai garantir a reorganização das forças de segurança, onde a Guarda Nacional Republicana (GNR) passará a operar em cinco áreas (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) em vez do atual modelo distrital e, por seu lado, a Polícia de Segurança Pública (PSP) assumirá maior preponderância nas grandes áreas urbanas.

 

Reforço das forças de segurança

O ministro da Administração Interna revelou que, para 2021, foram autorizadas 2.600 admissões de guardas e agentes, respetivamente 1.400 para a GNR (que iniciarão funções a partir de 19 de abril) e 1.200 para a PSP.

O reforço das forças de segurança visa estreitar a relação com as comunidades, aumentar a presença feminina nas forças de segurança e promover o diálogo social no sentido de aumentar a saúde e segurança das populações. Concretizar o subsídio-Covid e criar criação um grupo de trabalho para rever suplementos remuneratórios envolvendo suplementos de natureza de subsídio de risco foram outros objetivos do Governo apontados por Eduardo Cabrita.

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