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António Costa defende uma social-democracia mais combativa e capaz de enfrentar o populismo

António Costa defende uma social-democracia mais combativa e capaz de enfrentar o populismo

O Secretário-Geral do PS concluiu esta terça-feira uma deslocação de dois dias à Alemanha, onde se associou, em Bad Munstereifel, ao quinquagésimo aniversário da fundação do partido, tendo reservado o segundo e último dia para uma intervenção num painel de discussão, em Bona, na Fundação Friedrich- Ebert, sobre como ‘Proteger uma Europa democrática’.

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António Costa defendeu na Alemanha, no âmbito de um encontro promovido pela Fundação Friedrich-Ebert, estar absolutamente persuadido de que a social-democracia deve ser “mais combativa” e responder “com confiança” ao crescente populismo que se alimenta do medo e da insegurança provocados pelos acontecimentos dos últimos anos.

Para o líder socialista e primeiro-ministro, é necessário que a social-democracia olhe para a luta política de forma “mais combativa”, salientando que não se combate a extrema-direita ou os populismos que vão medrando também na Europa “só com discursos”, recomendando que se comece a “compreender realmente qual é o sentimento das pessoas e por que razão há este crescimento do populismo”.

Na sua intervenção, António Costa lembrou “os últimos anos muito difíceis” que estão a obrigar as pessoas a enfrentar um “cocktail de emoções e de cenários”, impensáveis, como referiu, há poucos anos, desde uma crise pandémica até uma guerra em território europeu, resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia, que trouxe consigo “o aumento do preço da energia, da inflação e uma subida exponencial das taxas de juro determinada pelo BCE”.

Perante este cenário, o Secretário-Geral do PS afirmou ser muito difícil evitar ou contrariar de forma célere o mal-estar que hoje é visível na maioria das sociedades, afirmando que o sentimento de dúvida que as pessoas mostram em relação ao futuro só poderá ser combatido e contrariado se os políticos forem capazes de “não dizer às pessoas que estão erradas, mas de lhes dar razão para que voltem a ter confiança”.

Esta é, aliás, para o líder socialista, a equação certa para responder às angústias das pessoas relativamente “aos efeitos que a transição digital e energética vai causar nas suas vidas”. Aconselhou, por isso, os líderes europeus a assumirem de forma clara perante as suas populações as razões que os levam a ter que defender estas alterações, explicando-lhes que a curto prazo são modificações que vão trazer “novos investimentos e criar mais e melhores empregos”.

Esta é a resposta certa que a social-democracia tem de dar às pessoas, disse António Costa. Uma resposta que é em tudo semelhante a tantas outras que foi sendo capaz de dar ao longo da história. De combate às desigualdades sociais e a de “sermos os defensores do Estado social, que é a rede de segurança perante as vicissitudes da vida”.

Para o líder socialista, o que a social-democracia tem de continuar a fazer é ser fiel aos seus princípios programáticos, continuando a dirigir-se às pessoas que nela confiam, de forma “credível e efetiva”, garantindo-lhes que a social-democracia permanece leal à escola pública, ao SNS, à legislação laboral e aos vencimentos dignos.

Sobre estes temas, o líder do PS e primeiro-ministro lembrou, entre outras matérias, que em Portugal o Governo socialista aumentou em 72% o salário mínimo, e em cerca de 40% o salário médio, garantindo que os portugueses vivem hoje muito melhor do que viviam em 2015, quando os partidos da direita governavam Portugal.

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