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António Costa admite preocupação por orçamento da UE não ser fechado antes das Europeias

António Costa admite preocupação por orçamento da UE não ser fechado antes das Europeias

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu hoje, em Bruxelas, estar “preocupado” por o calendário definido para as negociações sobre o próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia prever um acordo para depois das eleições europeias de maio de 2019.
António Costa em Bruxelas

“Estou preocupado por já não haver uma decisão a tempo, antes das eleições europeias, mas há a clara vontade que venha a ser tomada uma decisão com esta atual Comissão, e isso é muito importante, porque os comissários têm estado diretamente envolvidos na negociação das propostas e, portanto, adiar para a próxima Comissão então teria um impacto muito danoso na economia europeia”, declarou.

António Costa falava em conferência de imprensa no final de dois dias de Conselho Europeu, durante o qual os chefes de Estado e de Governo da UE acordaram prosseguir os trabalhos em torno da negociação do quadro financeiro plurianual da União para 2021-2027 com o objetivo de alcançar um acordo no “outono do próximo ano”.

Este calendário contraria a posição defendida por vários Estados-membros, entre os quais Portugal, no sentido de serem feitos todos os esforços para ser alcançado um acordo sobre o próximo quadro financeiro plurianual antes das eleições europeias de maio de 2019.

Das eleições europeias resultará um novo executivo comunitário, mas a “Comissão Juncker” estará em funções até ao outono do próximo ano.
Apesar da preocupação manifestada, o primeiro-ministro considerou que o debate nesta cimeira sobre o quadro financeiro plurianual foi “francamente positivo”, pois uma “clara maioria dos membros do Conselho” pronunciaram-se em defesa da política de coesão e da Política Agrícola Comum (PAC), designadamente o segundo pilar da PAC.

“O debate em junho deverá ter em conta esta posição clara do Conselho: não à redução da coesão, não à redução da Política Agrícola Comum”, disse, regozijando-se pela “clara maioria que rejeita esses cortes”.

Nas conclusões adotadas pelos líderes, lê-se que “o Conselho Europeu solicita à próxima presidência (romena do Conselho da UE) que prossiga o trabalho e a desenvolver uma orientação para a próxima etapa das negociações, com vista a alcançar um acordo no Conselho Europeu do outono de 2019”.