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Ana Catarina Mendes encerra Jornadas Parlamentares saudando a “vontade férrea” do Governo do PS na resposta à crise e anunciando prioridade à defesa da classe média e da agenda para a infância

Ana Catarina Mendes encerra Jornadas Parlamentares saudando a “vontade férrea” do Governo do PS na resposta à crise e anunciando prioridade à defesa da classe média e da agenda para a infância

A presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes, anunciou hoje, em Caminha, que o PS vai recuperar a Agenda para a Infância na próxima sessão legislativa, já que o papel principal do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “é o combate à bolsa de exclusão e pobreza”, num discurso em que agradeceu ao Governo “o papel extraordinário” que tem desempenhado durante a pandemia.

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Ana Catarina Mendes, Jornadas Parlamentares em Caminha

“Não estando no ‘País das Maravilhas’, reconhecemos todos, hoje, o papel extraordinário que o Governo tem feito ao longo dos tempos”, começou por salientar a dirigente socialista no encerramento das Jornadas Parlamentares do PS, que começaram ontem em Caminha.

Continuando a fazer uma alusão ao clássico infantil, Ana Catarina Mendes referiu, perante os deputados do Partido Socialista, que “quando a Alice mergulhou no túnel, viu um poço sem fundo, e sabemos bem que se não tivesse sido a vontade férrea do Partido Socialista, do Governo, do Grupo Parlamentar, das nossas autarquias, a resposta a esta crise tinha sido um poço sem fundo como foi com o CDS e com o PSD no Governo na outra crise”.

“Quando outros duvidaram que o Serviço Nacional de Saúde fosse capaz de dar resposta, nós não hesitámos em aumentar a verba para o Serviço Nacional de Saúde com mais profissionais, mais investimento”, exemplificou a socialista, que recordou as críticas ao Orçamento do Estado para 2021 por dar “tudo a todos”, mas que agora os mesmos “reclamam mais”.

“Fomos nós que estendemos o subsídio de desemprego e majorámos o subsídio de desemprego, fomos nós que aumentámos em 25% as prestações sociais, fomos nós que criámos uma nova prestação social para aqueles que nunca tendo descontado para a Segurança Social, pudessem ter um mínimo de dignidade. Fomos nós, quando aqueles que não acreditavam que era possível resistir com a nossa economia, aumentámos os apoios, e os apoios diretos ao nosso tecido empresarial são mais de dois mil milhões de euros. São os mesmos que não acreditaram, porque não acharam que fosse possível porque o caos vinha aí, que hoje nós podemos dizer que foram entregues às famílias para garantirem os seus rendimentos mais de 300 milhões de euros”, acrescentou.

Lembrando a frase “A única forma de chegar ao impossível é acreditar que é possível”, da Alice no País das Maravilhas, a líder parlamentar do PS adaptou-a à forma do Governo e do PS estarem na política: “A única forma de chegar ao impossível é acreditar que é mesmo possível dar melhores condições de vida às pessoas, que é melhor conferir dignidade às pessoas”.

E agradeceu a estas pessoas que fazem de Portugal um “país extraordinário”, porque se trata de “gente que não vira as costas à luta e que todos os dias se levantou para erguer o seu pequeno negócio, a sua vida, a sua família, a sua terra”. “É a todos eles que nós temos de agradecer o combate extraordinário que estamos a fazer a esta pandemia”, vincou.

Os agradecimentos estenderam-se ao Grupo Parlamentar do PS, que, ao longo de 18 meses de pandemia, não teve “medo de ir ao Parlamento, de ir ao território e de todos os dias encontrarmos soluções em conjunto com o Governo, com as autarquias, com a sociedade civil, não termos tido medo de encontrar as respostas. Foi por isso que trabalhámos afincadamente para ter uma lei de bases do clima, foi por isso que trabalhámos afincadamente para ter a lei do teletrabalho, foi por isso que afincadamente trabalhámos para que na comissão de inquérito [ao Novo Banco] tudo corresse como deve ser”.

Ana Catarina Mendes saudou ainda “todos os autarcas que não viraram as costas às adversidades, que trabalharam todos os dias junto das suas populações para que esta pandemia pudesse ter efeitos menos nefastos nas suas vidas”. E declarou, a dois meses das eleições autárquicas, que “o PS merece continuar a ser a maior força política no poder local democrático, porque honra, todos os dias, os valores pelos quais nos batemos – pela solidariedade, proximidade, igualdade e justiça social”.

PS vai recuperar Agenda para a Infância na próxima sessão legislativa

“Se o Estado não falhou na resposta que tivemos que dar, fosse no reforço do Estado social, fosse no reforço da proteção social, Serviço Nacional de Saúde, educação, fosse no apoio às empresas, o país não parou” perante a incerteza que nos trouxe a pandemia, asseverou Ana Catarina Mendes, que indicou em seguida qual é a saída da crise pelo ponto de vista do PS.

“Os socialistas querem ir para um Portugal mais coeso, mais solidário, mais desenvolvido, aproveitando os instrumentos financeiros que temos”, como o Plano de Recuperação e Resiliência, que “é um instrumento notável para a nossa recuperação económica e social”, congratulou-se.

A presidente do Grupo Parlamentar do PS recordou que “quando outros, noutra crise, foram a Bruxelas negociar o corte de 600 milhões nas pensões dos portugueses, nós fomos a Bruxelas negociar o maior pacote financeiro de sempre para conseguirmos dar a volta, olhar para Portugal e dar futuro aos portugueses”.

A saída que o Partido Socialista defende é “uma economia mais competitiva onde as nossas empresas possam estar aliadas ao conhecimento, onde o conhecimento e a inovação possam ser parte integrante das agendas do nosso tecido empresarial”, é mais digitalização, é uma “melhoria significativa dos salários dos portugueses”, enumerou.

Ana Catarina Mendes destacou depois que o “papel fundamental” do PRR “é o combate à bolsa de exclusão e pobreza que ainda hoje existe em Portugal”, assegurando que “não podemos continuar a ter crianças e jovens que nascem e morrem pobres. Nós temos de fazer tudo para que estas crianças tenham as mesmas oportunidades, nasçam em famílias ricas, nasçam em famílias mais pobres”.

Por isso, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista vai recuperar a Agenda para a Infância na próxima sessão legislativa, “porque ela é fundamental para fazer uma sociedade mais coesa e mais inclusiva”.

E revelou qual vai ser a ação do PS: “Na próxima sessão legislativa bater-nos-emos para que a classe média tenha também uma resposta e para isso é preciso que a política de habitação prossiga, que as rendas acessíveis sejam uma realidade e que a política de habitação que está inscrita no PRR transforme a vida das pessoas. Mas é preciso também uma política fiscal para a classe média capaz de garantir justiça fiscal e equidade para todos nós”.

GPPS percorreu o país de norte a sul

Ana Catarina Mendes, que se congratulou por hoje termos “mais de 40% de pessoas com a totalidade da vacinação feita”, mencionou que o Grupo Parlamentar do PS teve “a oportunidade de percorrer o país de norte a sul”, encontrando “exemplos de quem resistiu, de quem combateu a pandemia”.

“Não podemos ignorar que no Hospital de S. João, quando outros diziam que a ala pediátrica era impossível, ela aí está para ser inaugurada em outubro. Quando outros nos diziam que era impossível, porque estávamos centrados apenas e só – e bem – no combate à Covid, que era impossível recuperar listas de espera, listas de cirurgia, de consultas, aí está o S. João ou o IPO do Porto, ou outros hospitais a dar resposta aos portugueses, porque é para isso que nós cá estamos”, sublinhou.

“E quando outros não acreditam que o interior é uma riqueza do nosso país, somos nós que vamos ao terreno e vemos como, em Bragança, o Instituto Politécnico, percebendo que era preciso percorrer quilómetros até ao Porto para que as suas populações fossem testadas, com o seu conhecimento colocado ao serviço das populações faz hoje 500 testes por dia para toda a zona transmontana”, exemplificou a dirigente socialista.

Ana Catarina Mendes deixou uma última palavra aos deputados: “Fomos proactivos quando apoiámos as medidas do Governo, fomos proactivos quando, com a nossa própria resposta, também conseguimos tornar possível o que outros achavam impossível”.

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