home

Ferro Rodrigues elogia esforço “incansável” da Comissão Europeia mas adverte para “perceção de morosidade” nas vacinas

Ferro Rodrigues elogia esforço “incansável” da Comissão Europeia mas adverte para “perceção de morosidade” nas vacinas

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, sublinhou hoje que a Comissão Europeia “tem sido incansável” no apoio aos Estados-membros para levar a cabo o esforço de vacinação a nível europeu, embora reconheça que “existe a perceção de morosidade” na entrega de doses de vacinas contra a Covid-19.

Publicado por:

Acção socialista

Ação Socialista

Órgão Nacional de Imprensa

O «Ação Socialista» é o jornal oficial do Partido Socialista, cuja direção responde perante a Comissão Nacional. Criado em 30 de novembro de 1978, ...

Ver mais

Presidindo à sessão de abertura da conferência interparlamentar sobre o impacto na saúde e os efeitos sociais da Covid-19, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, Ferro Rodrigues lembrou que as instituições europeias “não têm a capacidade instalada que tem um Estado nacional” no domínio da saúde, realçando que ainda assim, e apesar das dificuldades que se verificam nos últimos meses, “muitas delas resultantes de atrasos recorrentes nas entregas feitas pelas empresas farmacêuticas, o processo de vacinação da União Europeia teve início em 27 de dezembro, dois meses antes de tal ter sucedido em vários países asiáticos, parceiros e amigos”.

“A Comissão Europeia tem sido incansável no apoio aos Estados nacionais. Todavia, há que reconhecê-lo, existe a perceção de morosidade”, alertou.

Na sua intervenção, o presidente do parlamento português acentuou os impactos da pandemia, assinalando que “os números são brutais a nível global e europeu”, quer no número de infetados e de óbitos, quer nos danos que permanecem provocados pelo vírus, realçando, contudo, que “há pistas que merecem reflexão”, começando pela prevenção para eventuais situações de pandemia no futuro. Esta prevenção “não é apenas sanitária”, sublinhou, mas também “dos efeitos políticos, económicos e sociais”.

“Trata-se de pensar e trabalhar o nosso futuro como cidadãos, como país e como União Europeia”, defendeu Ferro Rodrigues, terminando com uma palavra de “solidariedade” e “homenagem” aos “milhões de cidadãos que perderam a vida no último ano”.

A conferência, organizada pela Assembleia da República, visou debater os contributos que o combate à pandemia de Covid-19 pode trazer para a definição de uma política de saúde europeia mais resiliente, a par dos seus impactos nas dimensões social e laboral, tendo contado com a participação das ministras da Saúde, Marta Temido, e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, bem como dos comissários europeus da Saúde e Segurança Alimentar, e do Emprego e Direitos Sociais.

ARTIGOS RELACIONADOS