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53º Aniversário: PS reivindica legado histórico e reafirma compromisso com a democracia

53º Aniversário: PS reivindica legado histórico e reafirma compromisso com a democracia

A Comissão Nacional do PS reuniu-se a 19 de abril, data em que o partido assinala 53 anos de existência, num momento decisivo para a sua organização interna e afirmação política, com José Luís Carneiro a destacar o “percurso notável” dos socialistas e a reiterar o compromisso com a defesa dos direitos, das garantias fundamentais e de uma sociedade mais justa.

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A sessão ficou marcada pela conclusão do processo de reinstalação dos órgãos nacionais, na sequência do último Congresso, realizado em Viseu, consolidando a estrutura dirigente e reforçando a capacidade de intervenção política.

Com a eleição da Comissão Política Nacional e do Secretariado Nacional, o PS passa a dispor de todos os seus principais órgãos plenamente operacionais, afirmando-se “mobilizado, organizado e preparado” para responder aos desafios do país, num contexto político exigente.

A reunião deste domingo assumiu, assim, um duplo significado: celebrar o passado e projetar o futuro da ação política socialista.

Ao longo de mais de cinco décadas, o Partido Socialista tem desempenhado um papel central na construção da democracia portuguesa.

Do primeiro Governo constitucional à adesão à Comunidade Económica Europeia, passando pela criação do Serviço Nacional de Saúde e pela afirmação de direitos civis fundamentais, os socialistas reivindicam um legado determinante na definição do Portugal contemporâneo, assente em valores de liberdade, igualdade e justiça social.

PS tem “percurso notável”

No discurso proferido no arranque da Comissão Nacional, o Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, destacou precisamente essa ligação histórica, afirmando que “a história do Partido Socialista se confunde com a história da democracia portuguesa”.

Recordando que o PS foi fundado a 19 de abril de 1973, na Alemanha, sublinhou que, ainda antes do 25 de Abril, os socialistas já lutavam “pela liberdade, pela justiça e pela democracia”, muitas vezes “em condições de clandestinidade e risco pessoal”.

O líder socialista deixou ainda uma “profunda palavra de gratidão” aos fundadores do partido, evocando o seu contributo para a conquista da democracia.

José Luís Carneiro enfatizou que esses fundadores – Mário Soares, Maria Barroso, Tito de Morais, Jaime Gama, entre outros –, fizeram “escolhas com discernimento e clareza”, defendendo as liberdades fundamentais, a integração europeia e a cooperação com os países de língua portuguesa, sem nunca perder de vista os valores essenciais consagrados na Constituição e no direito internacional.

Sublinhando “o percurso notável” do PS, José Luís Carneiro apontou como marcas distintivas a consolidação do Estado social, a defesa de um Serviço Nacional de Saúde público e universal, de uma escola pública promotora de igualdade e da dignidade do trabalho, manifestando o orgulho socialista nestas conquistas e assegurando o empenhamento político do partido na sua defesa e preservação.

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