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PS não aceitará “caminho de desumanidade” na lei do arrendamento

PS não aceitará “caminho de desumanidade” na lei do arrendamento

Na abertura da Comissão Nacional do PS, no sábado, o Secretário-Geral socialista defendeu uma alternativa que dinamize o mercado do arrendamento, promova rendas acessíveis e proteja inquilinos e proprietários.

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José Luís Carneiro acusou a AD, o Chega e a IL de agravarem a insegurança no acesso à habitação com a nova lei das rendas, alertando para as consequências que afetarão os jovens, as famílias e os mais idosos.

“Esta nova lei dificulta o arrendamento aos mais jovens e vai acabar por facilitar os despejos dos mais idosos”, avisou, criticando o Governo da AD por ter ignorado os alertas e a disponibilidade do PS para encontrar soluções para a crise habitacional.

O Secretário-Geral recordou que, há mais de um ano, escreveu ao primeiro-ministro a manifestar disponibilidade para apoiar soluções urgentes e de médio e longo prazo.

Mais recentemente, voltou a propor uma solução que dinamize o arrendamento, proteja os inquilinos e dê segurança aos proprietários, criticando a recusa do executivo de Luís Montenegro em acolher essa abertura ao diálogo.

O líder socialista criticou também o apoio do Chega à proposta governamental, questionando o objetivo de um entendimento que, vincou, dificulta o acesso dos jovens e das famílias ao arrendamento e facilita os despejos.

“Não. Nunca aceitaremos esse caminho de desumanidade”, enfatizou.

Apontou depois o agravamento dos custos com a habitação, que, segundo os números que apresentou, aumentaram 28% em dois anos, enquanto os custos do arrendamento subiram 34%.

Referiu ainda que um em cada cinco jovens vive numa casa sobrelotada.

Em alternativa, reafirmou, o PS defende medidas que conciliem a dinamização do mercado do arrendamento com a proteção dos inquilinos, o acesso a rendas acessíveis para jovens e famílias e garantias para os proprietários.

“A segurança de uns não se faz à custa da insegurança de outros”, concluiu José Luís Carneiro.

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