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Maioria absoluta do PS ganha força para dar a estabilidade de que o país precisa

Maioria absoluta do PS ganha força para dar a estabilidade de que o país precisa

No último debate televisivo com a participação de todas as forças políticas que elegeram deputados nas anteriores legislativas, iniciativa que decorreu ontem em Lisboa, no Cineteatro Capitólio, o Secretário-geral do PS, depois de lamentar a “falta de vontade política” dos partidos à esquerda para viabilizarem o OE2022, insistiu no apelo a uma “maioria absoluta” socialista para assegurar a estabilidade necessária ao país.

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António Costa, debate legislativas

No debate alargado que ontem teve lugar em Lisboa, o líder socialista acusou os partidos à esquerda do PS de terem sido os responsáveis pelo chumbo do Orçamento do Estado (OE), lamentando que nem sequer tivessem deixado o documento chegar à fase de especialidade, lembrando António Costa ter assumido pessoalmente a luta pela “continuação da geringonça” em 2019, acusando o BE de ter já na altura “rompido com esta solução, no OE de 2021”.

Quanto a algumas das questões levantadas pelo PCP para justificar ter também rejeitado o seu apoio ao OE para 2022, o Secretário-geral do PS considerou que os comunistas se viram envolvidos numa armadilha criada por eles próprios, uma vez que, se o problema residia nas políticas para resolver os problemas, o que não faltava neste orçamento, salientou António Costa, “eram precisamente políticas para resolver os problemas”, lamentando uma vez mais que também o PCP não tivesse deixado o orçamento chegar à fase de especialidade.

Perante este histórico deixado pelos partidos à esquerda, António Costa reafirmou que “só a maioria absoluta do PS confere e garante a necessária estabilidade ao país” para aos próximos quatro anos, sustentando que sem este pressuposto “há claramente o risco de se andar de crise em crise, em governos provisórios de dois anos”.

Saúde e economia

O tema da Saúde tem sido, de longe, o mais abordado pelos diversos líderes partidários ao longo de toda esta campanha eleitoral, com o Secretário-geral do PS a acusar o líder do PSD de defender um SNS para pobres e outro para ricos, lembrando a este propósito António Costa que o PSD apresentou sobre este tema da saúde um projeto de revisão constitucional, “que vem aliás, na esteira do que é a posição histórica do PSD, já defendida por Manuela Ferreira Leite e por Pedro Passos Coelho”, no sentido de o SNS “dever deixar de ser tendencialmente gratuito”.

O líder do PSD tem de assumir de uma vez por todas, como referiu António Costa, se defende ou não que a classe média deve começar a pagar os cuidados de saúde no SNS ou se prefere manter a ambiguidade, também sobre esta matéria, por forma a continuar “com a habilidade de disfarçar aquilo que está no seu programa”, algo que o Secretário-geral socialista apontou como tendendo “a facilitar o entendimento do PSD com a IL, o Chega e o CDS”.

Ao contrário das críticas feitas ao SNS, muitas das quais o também primeiro-ministro contesta, o serviço público de saúde, como lembrou António Costa, tem sido objeto de novos investimentos. Recordando que só no ano passado, apesar da pandemia, “tivemos mais 2.200 cirurgias do que em 2019 e mais consultas hospitalares do que nesse ano”, mas também mais médicos, mais enfermeiros e mais pessoal auxiliar a trabalhar no SNS, o líder socialista reafirmou que o mais importante “é continuar a avançar”, dotando os cuidados de saúde primários de “mais e melhores meios complementares de diagnóstico, tornando mais atrativa a carreira de medicina geral e familiar e repor a carreira de técnico de auxiliar de saúde”.

Quanto às questões económicas, o Secretário-geral do PS fez questão de recordar que o PIB português cresceu nos últimos seis anos acima da media europeia, sobretudo entre 2016 e 2019, com os governos socialistas, algo que “nunca tinha ainda acontecido em democracia”, garantindo que para futuro com um Governo do PS o “grande investimento será nas qualificações e na inovação”.

O equilíbrio das contas públicas é também, segundo António Costa, um dos pontos de honra do PS, voltando a garantir que no horizonte está a continuação do investimento nos serviços públicos, ao mesmo tempo que “vamos continuar a diminuir os impostos pagos pelos portugueses”.

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