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MAI garante “determinação e consequência” em casos de racismo e xenofobia

MAI garante “determinação e consequência” em casos de racismo e xenofobia

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, afirmou esta quinta-feira que a publicação de mensagens racistas e xenófobas por membros das forças de segurança nas redes sociais, caso sobre o qual o Governo anunciou já a abertura de um inquérito, exige uma “atitude de grande lucidez, firmeza, determinação e consequência”.

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José Luís Carneiro

“Esta situação que conhecemos agora, por intermédio desta investigação realizada por um conjunto de jornalistas, exige da nossa parte uma atitude de grande lucidez, firmeza, determinação e consequência”, afirmou José Luís Caneiro.

“Lucidez para determinar, como foi determinado à IGAI, com isenção, imparcialidade, independência e rigor que se apure as origens, os factos e proponha decisões”, precisou o ministro, sublinhando que primeiro é necessário apurar “com clareza, rigor e profundidade a origem e identidade” das publicações.

“Firmeza, porque não podemos tergiversar na necessidade de apurar responsabilidades”, prosseguiu o ministro, assegurando ainda “determinação” para que o inquérito mandado abrir sela “tão célere, amplo e profundo quanto seja necessário”.

Por fim, José Luís Carneiro sustentou que tem de haver “consequência”, tendo em conta que são elementos das forças de segurança que “atentam aos valores constitucionais”.

Adiantando que, sobre esta matéria, já comunicou estar disponível para ir ao Parlamento explicar todas as questões, o ministro da Administração Interna defendeu também que é necessária “lucidez” para “evitar a partidarização de um tema tão sensível e importante numa função de soberania e de primacial do Estado”, assim como para a necessidade de “não confundir”, nos casos que venham a ser apurados, “a parte como um todo”.

Nesse sentido, José Luís Carneiro fez questão de vincar uma palavra de apreço “para a maioria dos mais de 40 mil polícias e guardas que todos os dias zelam pela defesa dos valores constitucionais e pelo Estado de direito”.

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