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Madeira: “A pobreza é o legado de Miguel Albuquerque e dos governos do PSD”

Madeira: “A pobreza é o legado de Miguel Albuquerque e dos governos do PSD”

“A pobreza é o legado de Miguel Albuquerque e dos governos do PSD”, afirmou o presidente do PS/Madeira, Sérgio Gonçalves, reagindo aos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que colocam a Madeira como a região com maior risco de pobreza e exclusão social do país (26%).

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Sérgio Gonçalves

À margem de mais uma edição do roteiro ‘Compromissos e Soluções – Eleitos Locais’, que desta vez juntou os deputados à Assembleia Legislativa e os eleitos do PS nos vários órgãos autárquicos do Funchal, Sérgio Gonçalves voltou a apontar o dedo às declarações do presidente do Governo Regional, que disse que estes indicadores não refletem a realidade social na Região. “Ao vir dizer que não confia nos dados do INE, Miguel Albuquerque está a dizer que não confia na sua própria governação”, referiu o líder socialista madeirense.

Sérgio Gonçalves adiantou que, além das críticas e denúncias que o PS tem feito à governação, agora foi um alto quadro do PSD, Sérgio Marques, que veio fazer “declarações gravíssimas” e que acabam por confirmar aquilo que o PS tem vindo a dizer, designadamente a existência de “uma governação despesista, com obras inventadas, prioridades invertidas e opões erradas, que levou a que a Região tivesse uma dívida astronómica que ainda hoje todos os madeirenses pagam”. O líder socialista apontou o facto de os madeirenses estarem a pagar impostos mais altos do que os açorianos em sede de IVA e de IRS, lamentando que o Governo Regional se recuse a baixar a carga fiscal. “É por isso que nós temos de promover uma mudança de regime, uma mudança de regime que só ocorrerá com uma mudança política”, disse, acrescentando que “os madeirenses sabem que têm já este ano essa possibilidade de sair deste ciclo de empobrecimento”.

No que se refere ao encontro com os autarcas do PS no Funchal, Sérgio Gonçalves explicou que se insere no âmbito do seu mandato de proximidade, não só com a população, mas com todas as estruturas do partido e com os militantes de base.

O presidente do PS/Madeira aproveitou ainda para dar alguns exemplos dos problemas que se agravaram no Funchal desde que Pedro Calado é presidente da Câmara, nomeadamente o trânsito, a violência e a insegurança.

Por seu turno, o líder parlamentar do PS destacou a importância destes encontros de trabalho com vista a ouvir os eleitos locais, aqueles que estão mais próximos da população e que melhor conhecem os seus anseios.

“Temos o objetivo claro de ouvir cada um de vós, as vossas opiniões e sugestões, as quais poderão servir de base para propostas a apresentarmos na Assembleia Legislativa, com vista a resolver os problemas das pessoas”, explicou Rui Caetano.

Já Isabel Garcês, deputada municipal e presidente da Concelhia do PS/Funchal, enalteceu a interligação entre os diferentes órgãos do partido tornada possível com esta iniciativa. A socialista referiu que, em 2021, com Pedro Calado à frente da autarquia, o Funchal entrou em contraciclo. “Temos o Funchal nas páginas de jornais como a cidade mais suja, mais caótica e mais problemática”, referiu, dando como exemplos o elevado consumo de substâncias psicoativas e o “trânsito infernal”.

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