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José Luís Carneiro elogia Executivo pelo “combate sem tréguas à pandemia” ao mesmo tempo que liderou com sucesso a presidência da UE

José Luís Carneiro elogia Executivo pelo “combate sem tréguas à pandemia” ao mesmo tempo que liderou com sucesso a presidência da UE

O Secretário-geral adjunto do Partido Socialista, José Luís Carneiro, enalteceu hoje o trabalho do Grupo Parlamentar do PS e do Governo no “combate sem tréguas à pandemia” e acusou o PSD de ter adotado um discurso repleto de “radicalismo”, esperando que a perda do “sentido institucional e a adoção de uma tática de guerrilha” deste partido de direita seja momentânea.

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José Luís Carneiro, Jornadas Parlamentares de Caminha
Duarte Cordeiro, Jornadas Parlamentares em Caminha
Miguel Alves, Jornadas Parlamentares em Caminha

O também vice-presidente da bancada do PS iniciou a sua intervenção na abertura das Jornadas Parlamentares do Partido Socialista, subordinadas ao tema ‘O Estado presente para lançar o futuro’, que decorrem hoje e amanhã em Caminha, a recordar que, “em todos os momentos da crise pandémica e nos primeiros sinais das dificuldades das famílias e das empresas, os parlamentares do PS deram um importante contributo à valorização das funções da Assembleia da República, quer na apresentação e no apoio à aprovação de um edifício legislativo que cuidou de preservar a saúde pública e de valorizar as funções sociais do Estado, quer na defesa de um justo equilíbrio entre a autoridade e a garantia das liberdades fundamentais”.

“Não deixou este Grupo Parlamentar de dar o seu contributo para os desafios mais exigentes com que se confronta a sociedade e o Estado”, tendo trabalhado para “a regulação do teletrabalho, proteger os direitos fundamentais na era digital, contribuir para que o país esteja mais preparado para os desafios climáticos e não deixou de dar, uma vez mais, o seu contributo para uma maior transparência no exercício de funções políticas e para um maior escrutínio do sistema financeiro”, garantiu.

José Luís Carneiro destacou depois o trabalho do Governo, que  o”tem feito, com muita competência”. E exemplificou: “Deu combate sem tréguas à pandemia, conseguiu proteger o emprego, as famílias e as empresas, liderou com sucesso a presidência da União Europeia e, em diálogo com a sociedade civil, apresentou e viu aprovado em Bruxelas um plano que é transparente e que permite enfrentar os desafios essenciais da sociedade e do Estado”.

No entanto, “houve quem adotasse outras atitudes e outros comportamentos”, como é o caso do principal partido da oposição, que “adotou o que se pode apelidar de radicalismo defensivo”, lamentou.

“Depois de um posicionamento político moderado numa primeira fase, os efeitos nacionais do acordo do PSD com o Chega nos Açores levaram um radicalismo no discurso público que não pode deixar de ter nefastos efeitos nos níveis de confiança na vida pública, quer pela superficialidade das posições políticas tomadas em modo de ‘tweet’, quer pelo radicalismo da linguagem”, mencionou o socialista.

José Luís Carneiro lembrou em seguida o caso de Tancos. “Chamar um assunto de Estado com esta sensibilidade à campanha eleitoral exibiu, no mínimo, uma pulsão demagógica e, no máximo, uma vertigem populista”, criticou o dirigente socialista, depois de este caso ter marcado a campanha para as legislativas de 2019.

O ex-ministro Azeredo Lopes, que recentemente viu o Ministério Público pedir a sua absolvição no caso de Tancos, “foi vítima de um julgamento na praça pública com danos pessoais e políticos graves irreparáveis”, asseverou José Luís Carneiro, que defendeu também o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a quem “tem vindo a acontecer” o mesmo. “Mas não tenhamos dúvidas: o alvo é o PS, é o primeiro-ministro, António Costa, e o Governo de todos os portugueses”, disse.

O Secretário-geral adjunto do Partido Socialista referiu que “o abandono do centro político por parte do principal partido da oposição explica a perda – esperamos que momentânea – do sentido institucional e a adoção de uma tática de guerrilha, mesmo quando poderia estar em causa o prestígio da presidência portuguesa da União Europeia”.

“As oposições da direita, em vez de procurarem descobrir as razões pelas quais os portugueses confiam em nós, decidiram fazer uma conferência que incluiu até a caricatural defesa do Estado Novo, para descobrir a verdadeira natureza das direitas”, concluindo, no fim, “que tirando a vontade de chegar ao poder pelo poder, sobra a vontade para desconstruir as conquistas do Estado social na saúde, na educação, na segurança e na proteção sociais, entre tantas e tantas conquistas às quais gerações inteiras dedicaram as suas vidas”, frisou.

José Luís Carneiro afirmou que ficaram “desoladas as direitas” depois de ouvirem o líder do maior partido de oposição, Rui Rio, dizer “que o PSD afinal também não é de direita”. “Por isso, trabalham numa alternativa que – dizem – está a caminho. Só falta saber se o D. Sebastião virá de Bruxelas ou de Massamá”, ironizou o socialista, numa alusão a Paulo Rangel e a Pedro Passos Coelho, respetivamente.

Felicitando mais uma vez o trabalho do Governo português na presidência do Conselho da União Europeia, o vice-presidente da bancada do PS recordou as palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que disse que “Portugal mostrou o melhor de si e o melhor da Europa”. E acrescentou que “não há um país melhor para nos guiar na tempestade e para embarcar no nosso futuro”.

Dirigindo-se novamente aos partidos da direita, José Luís Carneiro sublinhou que a presidente da Comissão Europeia “é da família política dos que, em Portugal, tanto criticam e tanto atacam o Governo”.

Governo continuará a negociar à esquerda

Por sua vez, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, elogiou a intervenção de José Luís Carneiro, considerando que “resume muito bem a incapacidade que a direita tem de ser alternativa em Portugal”.

Duarte Cordeiro atestou que a esquerda diverge da direita na forma como responde aos desafios e às crises: “A direita olha para a sociedade assente nos valores do individualismo e da competição”, enquanto o PS procura “reforçar a cooperação”. “Foi por isso que respondemos com soluções coletivas, não deixando cada um entregue à sua sorte”, destacou.

Para o governante, “hoje em Portugal é evidente que a direita não tem soluções para o nosso presente nem para o nosso futuro. A direita ficou presa às suas respostas à crise do passado, apesar das consequências que trouxe para o nosso país”.

E acrescentou que “tem permitido que cresça uma agenda que aposta na divisão, no confronto entre portugueses e na xenofobia”.

Por todos estes motivos, Duarte Cordeiro assegurou que “será à esquerda” que o Governo do PS procurará “assegurar a estabilidade e as boas políticas de que o país precisa para prosseguir este combate à pandemia”.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares destacou depois que o Orçamento do Estado para 2021 foi viabilizado “com o acordo do PCP, do PAN, do PEV e das deputadas não-inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues”. “Foi com o seu apoio, mas também com as suas propostas, que conseguimos assegurar respostas essenciais aos portugueses”, declarou.

Duarte Cordeiro saudou ainda os deputados do PS, “que são o principal suporte político do Governo na Assembleia da República”, e salientou “a estreita relação que existe entre o Grupo Parlamentar e a Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, quer garantindo a necessária informação e articulação para que a defesa do Governo seja forte e eficaz, quer apoiando o cumprimento do programa do Governo, que se concretiza através do Governo, mas também do nosso Grupo Parlamentar”.

Já Miguel Alves, presidente da Federação do PS de Viana do Castelo e autarca de Caminha, lembrou a quantidade de vezes que, durante a pandemia, os “políticos ou comentadores encartados” tentaram prever o caos.

Desde dizerem que “os apoios não chegavam às empresas”, a garantir que “seria impossível vacinar ao ritmo que efetivamente estamos a vacinar”. Ou até mesmo criticando e pedindo “a cabeça da ministra da Saúde, que hoje é a ministra que tem o apoio popular mais forte”, mencionou.

“São apenas modernos gladiadores numa espécie de arena da Internet, de arena mediática que apenas distribui pão e circo, mas não resolve os problemas de Roma”, concluiu Miguel Alves.

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