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Convenção da IL: PS vinca distâncias perante propostas de “radicalismo” económico

Convenção da IL: PS vinca distâncias perante propostas de “radicalismo” económico

O deputado e dirigente socialista Porfírio Silva saudou a Convenção da Iniciativa Liberal (IL), que decorreu este fim de semana, pela eleição da sua nova liderança, vincando, contudo, as diferenças que separam os dois partidos e o distanciamento do PS em relação às propostas “de radicalismo” em matéria económica.

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Porfírio Silva

Em declarações após a conclusão dos trabalhos da VII Convenção Nacional da IL, em Lisboa, Porfírio Silva, que esteve presente no encerramento em representação do PS, juntamente com a também deputada e dirigente Susana Amador, começou por dirigir uma saudação institucional a “um partido que está nas instituições democráticas”.

“É importante que quem tem ideias para o país se organize e as apresente ao país e possa apresentar projetos e, portanto, saudamos democraticamente a convenção da IL e o seu novo presidente”, disse.

Para o dirigente socialista, “é evidente que é bom que haja alternativas”, não sem deixar de vincar que o PS tem “ideias muito claras” quanto às propostas políticas deste partido.

“Nós não podemos concordar com o radicalismo da IL em matéria económica, não podemos aceitar que os mais fortes devorem os mais fracos em nome de uma conceção abstrata de liberdade”, observou.

Para o PS, realçou Porfírio Silva, “as pessoas concretas precisam de condições concretas para ter liberdade concreta”.

“E, portanto, acreditamos na redistribuição, acreditamos no combate às desigualdades sociais, acreditamos e praticamos”, disse, salientando que, em resultado dessas políticas públicas que têm sido seguidas pela governação do PS, que é demonstrado pelos dados recentes do Instituto Nacional de Estatística, “comparado com 2015”, hoje Portugal tem “menos 734 mil pessoas em risco de pobreza ou exclusão”.

“Isto não significa que está tudo feito, significa que temos que continuar. E também que temos sabido conciliar o combate às desigualdades com o crescimento económico”, concluiu o dirigente socialista.

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