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Coleções de arte Ellipse e BPP asseguradas na tutela do Estado

Coleções de arte Ellipse e BPP asseguradas na tutela do Estado

As coleções de arte Ellipse e do Banco Privado Português (BPP) vão passar para a tutela pública, integradas na Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), garantindo que a segunda permanecerá no Museu de Serralves, revelou ontem o primeiro-ministro, António Costa, à margem da inauguração da exposição ‘Quem conta um conto…’, de Paula Rego.

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António Costa e Pedro Adão e Silva, Serralves

O Estado português passa, assim, a ser proprietário das duas coleções, por via de uma troca de créditos, no valor de 34,86 milhões de euros, que tem junto da comissão liquidatária do BPP. Constituídos por 1.245 obras de arte contemporânea, de artistas como Nan Goldin, William Kentridge, Stan Douglas, Gabriel Orozco, Douglas Gordon, Helena Almeida, Lourdes Castro e Pedro Calapez, os acervos serão integrados na Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE).

De acordo com o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, a decisão de incorporar também a coleção de arte do BPP na esfera pública teve o propósito de impedir que esta pudesse ser vendida e sair da Fundação de Serralves.

“Se o Estado não ficasse com esta coleção, ela poderia ser vendida. (…). Celebraremos um protocolo de depósito para que se mantenha em Serralves o que está em Serralves. Não sairá de Serralves”, sublinhou.
Pedro Adão e Silva explicou ainda que a operação do Estado português não é uma compra, mas uma “troca de créditos” que o Estado tem junto do BPP.

Esta incorporação das duas coleções acontece no seguimento de uma atualização das avaliações e das condições de conservação das obras por um grupo de trabalho composto pela curadora da CACE, Sandra Vieira Jurgens, e pelos historiadores e professores Pedro Lapa e Luís Urbano Afonso, sendo que o contrato de transferência de propriedade está ainda “condicionado à avaliação do estado de conservação peça a peça”.

Com a incorporação da coleção Ellipse (860 obras de arte) e da coleção BPP (385 obras), a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) passará a ter 3.146 obras de arte portuguesa e estrangeira dos séculos XX e XXI.

“Corresponde não apenas a um crescimento muito significativo, como a uma valorização muito significativa da CACE. Porque passa a ter um núcleo muito importante de arte portuguesa, que é a coleção BPP, e um núcleo muito importante de uma coleção internacional”, que é a coleção Ellipse, disse Pedro Adão e Silva, acrescentando, no que se refere a esta última, que em 2023 já haverá a possibilidade de as obras de arte serem mostradas ao público no CCB.

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