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“O foco do Governo e do PS são as pessoas e a resolução dos problemas do país”

“O foco do Governo e do PS são as pessoas e a resolução dos problemas do país”

O primeiro-ministro, António Costa, reiterou hoje, no Parlamento, a prioridade do Governo “no apoio máximo” às famílias e empresas, rejeitando o “ruído da espuma dos dias” para continuar “focado nos portugueses” e na resolução dos problemas do país.

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António Costa

No debate sobre política geral, que teve lugar esta quinta-feira, na Assembleia da República, o líder do executivo socialista vincou a diferença, na resposta e no combate à inflação, entre a espiral de propostas demagógicas, à esquerda e à direita, e as medidas “prudentes” e “ajustadas” que o Governo tem vindo a adotar ao longo do tempo, garantindo “o apoio máximo” a famílias e empresas.

António Costa enumerou, na sua intervenção, o conjunto de medidas já tomadas pelo Governo, nos últimos meses, como o mecanismo ibérico, que tem permitido “poupar em média 18% do custo da eletricidade”, a intervenção no mercado regulado, e as medidas dos programas ‘Famílias Primeiro’ e ‘Energia para Avançar’, garantindo, por um lado, que não se alimente uma espiral inflacionista que comprometa os ganhos nos rendimentos, o crescimento do país e o emprego, e assegurando, por outro lado, o apoio às necessidades das famílias e das empresas “quando precisam”.

“Uma recomendação que faço é que evitemos a demagogia e nos concentremos em apoiar as famílias e as empresas, evitando alimentar uma espiral inflacionista, onde estamos a perder amanhã o que só aparentemente estamos a ganhar hoje”, disse, deixando depois um recado ao líder parlamentar do PSD: “O Governo não encontrou ainda forma de decretar o fim da inflação, mas sabemos que são necessárias medidas ajustadas para que se combata a inflação”.

Salientando que, mesmo perante o cenário de dificuldade e incerteza, “o país está no máximo histórico de emprego” e teve este ano o maior crescimento da União Europeia, o primeiro-ministro reforçou que “devemos dar o apoio máximo a famílias e empresas”, mantendo, contudo, “máxima cautela para não criar uma espiral de que depois ninguém sabe sair”.

Aumento das pensões

António Costa teve também oportunidade de desmontar, uma vez mais, a narrativa dos cortes nas pensões, lembrando que não só as pensões vão ser, de facto, aumentadas, como, mesmo nas que serão menos aumentadas em 2023, a subida será superior ao maior aumento que houve desde o início do século.

“As pensões tiveram aumentos em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, vão ter aumento em 2023 e vão voltar a ter em 2024. E em janeiro de 2024, nenhum pensionista receberá menos do que recebeu em dezembro de 2023”, afirmou, contrapondo que a proposta do PSD, no programa de emergência social que apresentou, apenas previa um apoio em forma de vale alimentar para os pensionistas com rendimentos mais baixos e que “todos os outros receberiam zero”.

António Costa deixou ainda uma garantia sobre a forma como irá cumprir o seu mandato até 2026, defendendo que o Governo e o PS não se vão distrair do que é essencial: “não escutar o ruído da espuma dos dias e continuar focado nos portugueses, nos seus problemas e na sua resolução”.

De acordo com o primeiro-ministro, se os portugueses deram ao PS uma maioria absoluta e mandato ao Governo para governar até outubro de 2026, é porque sabem que “há uma grande diferença entre o PS e os demais partidos”.

“Nós focamo-nos no país e nos problemas das pessoas e na solução dos problemas das pessoas. E o que é o foco? É aquilo que é emergente, proteger as pessoas o mais possível neste contexto de crise”, afirmou o líder socialista.

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