home

António Costa enaltece “trabalho excecional” das Forças Armadas na resposta à pandemia

António Costa enaltece “trabalho excecional” das Forças Armadas na resposta à pandemia

O primeiro-ministro, António Costa, elogiou hoje o papel das Forças Armadas no quadro do combate à pandemia de Covid-19, realçando que essa resposta “excecional” vem na linha e honra o que já era “um registo histórico absolutamente notável de empenhamento no apoio às populações”.

Publicado por:

Acção socialista

Ação Socialista

Órgão Nacional de Imprensa

O “Ação Socialista” é o jornal oficial do Partido Socialista, cujo(a) diretor(a) responde perante a Comissão Nacional. Foi criado em 30 de novembro...

Ver mais
António Costa, 47º aniversário da criação do EMGFA

As palavras de António Costa foram proferidas por ocasião da cerimónia do 47º aniversário da criação do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), a que o líder do executivo presidiu, no Instituto Universitário Militar, em Lisboa.

“Sendo porventura cedo para fazer o balanço definitivo de uma pandemia que, não obstante estar controlada, vai continuar a exigir a vigilância atenta das populações, das autoridades de saúde e dos governos à escala planetária, não podia deixar de aproveitar a ocasião do dia do EMGFA para enaltecer o trabalho excecional das forças armadas na resposta a este desafio”, acentuou.

Esse papel, acrescentou, foi mais visível no apoio ao planeamento e coordenação do processo de vacinação, mas não menos importante em todas as tarefas que foram solicitadas aos militares portugueses, que “calou fundo no coração dos portugueses”.

Reforma das FA é para implementar com “energia e determinação”

Na sua intervenção, o líder do Governo apontou, ainda, que o quadro do combate à pandemia veio também demonstrar a oportunidade da reforma aprovada para as Forças Armadas, reforçando o seu papel e a sua relação com o poder político num Estado moderno.

“A importante reforma legislativa, aprovada neste verão por uma ampla maioria parlamentar, consagra o imperativo de reforçar as estruturas de comando conjunto das Forças Armadas e a sua capacidade de resposta operacional”, disse António Costa.

Na opinião do chefe de Governo, esta reforma constituiu um aperfeiçoamento da legislação de 2014 e 2009 e tem como antecedente ainda mais antigo a Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas de 1982, fundadora da “relação que tem de existir num Estado moderno entre as forças armadas e o poder político democraticamente eleito”.

“Ultrapassada uma fase de debate e de elaboração conceptual, a reforma agora aprovada tem simplesmente de ser implementada com a energia, a determinação e a flexibilidade que são a imagem de marca das forças armadas portuguesas”, declarou o primeiro-ministro.

António Costa destacou também, na sua intervenção, o “grande esforço de adaptação e criatividade” das Forças Armadas que, para além da pandemia, empenharam-se diariamente, com centenas de militares, “um pouco por todo o mundo”, mantendo “as suas outras operações e missões dentro e fora do território nacional, no âmbito das Nações Unidas, da NATO, da União Europeia e noutros formatos de cooperação bilateral e multilateral”.

Entre as várias medidas já tomadas ou em curso na área da Defesa Nacional, António Costa destacou “a criação de um quadro permanente de praças num ramo das forças armadas, a aquisição de equipamentos com ciclos de vida longos como o avião de transporte aéreo estratégico KC390, a edificação de uma moderna capacidade de patrulhamento oceânico, ou o investimento em viaturas táticas ligeiras ou blindadas, têm efeitos estruturantes muito para além daquela que é normalmente a longevidade de um conceito estratégico”.

A Lei de Programação Militar (LPM) – aprovada em 2019 “com amplo apoio parlamentar” – foi outra das iniciativas destacadas pelo primeiro-ministro, a qual prevê “um investimento total de 4 mil e 700 milhões de euros”, permitindo, assim, “o maior plano de reequipamento das Forças Armadas das últimas décadas”.

Trata-se de um plano cuja execução, segundo António Costa, já está “a provocar a transformação e modernização que esteve na base da sua aprovação”, uma vez que, em 2020, “a despesa efetivamente executada no quadro da LPM foi de 371,9 milhões de euros, o valor mais elevado desde 2015”.

ARTIGOS RELACIONADOS