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António Costa assinala 1º de Dezembro como data em que Portugal “valoriza a sua História” e “honra a República”

António Costa assinala 1º de Dezembro como data em que Portugal “valoriza a sua História” e “honra a República”

O primeiro-ministro, António Costa, apelou ontem a todos os portugueses para que não deixem de evocar “a memória dos que lutaram pela restauração da independência de Portugal” em 1640, incentivando-os a celebrar a “soberania e a força da bandeira nacional”.

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Restauração da Independência

O primeiro-ministro enalteceu, na sua conta oficial da rede social Twitter, a relevância de Portugal continuar a celebrar o dia 1º de Dezembro, data que celebra a Restauração da Independência e “da nossa soberania”, lembrando que a reposição do feriado neste dia, “pelo simbolismo que representa”, afigura-se como umas das medidas de que “mais se orgulha de ter tomado enquanto primeiro-ministro”, um passo que, para António Costa, significa uma clara “valorização da nossa História” e uma forma de “honrar a República”.

Proteger a República

Presente na Praça dos Restauradores, em Lisboa, onde decorreu a cerimónia oficial de homenagem aos “Heróis da Restauração e da Guerra da Aclamação”, evento que contou com a presença do Presidente da República e do presidente da Assembleia da República, a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, quis assinalar 382 anos, depois de um grupo de 40 nobres conjurados terem invadido o Paço da Ribeira em Lisboa, dando início à revolta que haveria, 28 anos depois, com o tratado de Lisboa, de pôr termo ao domínio filipino em Portugal, o dia 1º de Dezembro de 1640, lembrando que perante as “ameaças internacionais”, que Portugal hoje enfrenta, é decisivo que o país esteja unido na “valorização dos valores da sua independência”, vista quer do “ponto de vista económico e social, quer do ponto de vista cultural”.

Uma atitude que a governante considerou que se deve manter perene e determinante para que continue viva a “proteção diária dos ganhos da Restauração”, muito embora reconheça que a independência de Portugal não está hoje ameaçada, enfrentando, contudo, como também mencionou, “um conjunto de outros desafios” que, em sua opinião, exigem que todos “continuemos a preservar e a cuidar do território em todos os domínios”.

Na ocasião, a ministra avançou com a ideia do que deve ser a verdadeira “conceção de independência de um país”, que não pode nem deve ser restritiva e limitada à “dimensão militar e material”, devendo abarcar também, entre outras realidades, como defendeu, “o nosso modo de viver e de estar em comunidade”. Propósitos que estão “ancorados por valores e princípios que nos norteiam e nos proporcionam garantias de estabilidade e paz”, e que, na perspetiva de Helena Carreiras, são princípios que “têm sido postos em causa por agressões aos pilares da comunidade internacional em que Portugal se insere”.

Para a ministra da Defesa Nacional, a independência pela qual qualquer país democrático se deve bater passa obrigatoriamente, não pelo “fechamento, mas pela abertura ao outro, não pelo isolamento, mas pela maior e mais sustentada cooperação”, porque estes são os verdadeiros valores da independência, que “fortalecem a democracia, o Estado de direito e os direitos humanos”, e que reforçam também a “diversidade e o pluralismo”.

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