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A Europa constrói-se com solidariedade, esperança e confiança no futuro

A Europa constrói-se com solidariedade, esperança e confiança no futuro

A União Europeia deve ser antes de mais um projeto de solidariedade que dê “esperança e confiança no futuro” a todos os seus cidadãos, defendeu esta manhã António Costa no Colégio da Europa, em Bruges. O primeiro-ministro participou no encerramento do ano académico de 2020/2021, que teve como patrono o antigo chefe de Estado e de Governo português, Mário Soares.

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António Costa, Colégio da Europa

Numa primeira reflexão sobre o que em sua opinião deve ser o futuro da Europa, mas também de balanço da atual presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que termina a 30 de junho, o primeiro-ministro defendeu que a solidariedade é um valor supremo que “deve continuar a ser o principal fundamento da União Europeia”, dando a este propósito o exemplo mais recente da verdadeira união que tem havido entre os 27 Estados-membros face à crise pandémica, designadamente na partilha das vacinas “para garantir o acesso de todos os europeus à vacinação”, mas também, como acrescentou, uma solidariedade que se estendeu a “todos os restantes povos do mundo”, sublinhando que a Europa “é a única região democrática do mundo que nunca deixou de exportar vacinas”.

Nesta intervenção, António Costa referiu que o legado deixado por Mário Soares sobre a Europa ajudou a “inspirar as principais prioridades” do semestre português, designadamente, a urgência na recuperação socioeconómica “após a crise mais vasta e mais grave que a Europa conheceu desde a Segunda Guerra Mundial”, mas também na assunção de medidas que contribuam para o “reencontro da prosperidade através de uma recuperação centrada na dupla transição verde e digital”.

Perante uma crise pandémica sobre a qual muitos se interrogaram da forma como a Europa iria reagir a “um choque externo e simétrico desta magnitude”, uma crise que traria inevitavelmente, como foi dito, “consequências socioeconómicas muito vastas”, a resposta, segundo António Costa, foi encontrada desde logo, e pela primeira vez, com a Europa a não recorrer a políticas de austeridade, apostando simultaneamente na “emissão de dívida conjunta e na elaboração do Fundo de Recuperação ‘NextGeneration UE’”.

Mais à frente, o primeiro-ministro fez questão de referir que a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia apostou fortemente na “promoção dos valores europeus”, destacando a este propósito a importância da Cimeira Social do Porto e a “adoção do Plano de Ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais”.

Relações com outras latitudes

Outro dos pontos que mereceram ao primeiro-ministro um especial destaque, a propósito do semestre europeu, respeita à necessidade de a Europa reforçar a sua autonomia estratégica e de se “abrir ao mundo”, salientando que a União Europeia precisa de diversificar “mais e melhor” as relações com parceiros de “todas as latitudes”, desde os países africanos, aos parceiros transatlânticos, dos Estados Unidos e da América Latina ou do Reino Unido, mas também a todos aqueles que se situam na vasta região do Indo-Pacífico.

António Costa referiu- se ainda à Cimeira UE/Índia, que a presidência portuguesa, como mencionou, sempre considerou como “uma prioridade”, mostrando-se orgulhoso por este encontro ao mais alto nível ter conseguido finalmente desbloquear com a Índia as negociações sobre o “comércio e o investimento e aberto novos projetos conjuntos sobre o espaço, tecnologia digital e o clima”.

Finalmente, o primeiro-ministro referiu-se à Conferência sobre o Futuro da Europa, tendo defendido que o evento não se deve “esgotar nas questões institucionais”, nem ficar encerrado em Bruxelas. Lembrando que, se os europeus quiserem ter sucesso, nesta como em muitas outras questões, não podem ignorar as diferenças que existem entre todos, devendo, isso sim, “confrontar posições com franqueza e lealdade”, defendendo que esta conferência “é a ocasião certa para o fazer”.

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