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XXV Congresso do PS marca arranque de novo ciclo sob liderança de José Luís Carneiro

XXV Congresso do PS marca arranque de novo ciclo sob liderança de José Luís Carneiro

O Partido Socialista dá hoje início ao seu XXV Congresso, em Viseu, marcando um novo ciclo político sob a liderança de José Luís Carneiro, num momento em que o partido se afirma como alternativa credível e mobilizadora para o futuro de Portugal, com ambição, responsabilidade e um claro compromisso com a justiça social e o desenvolvimento sustentável.

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É neste quadro de renovação que esta reunião magna do PS, que decorre até domingo no Pavilhão Multiusos de Viseu, se distingue por um modelo mais aberto e participativo, alargando o debate a congressistas, militantes, simpatizantes e independentes.

Esta abertura traduz-se também numa orientação política clara: a aposta da liderança de José Luís Carneiro reflete uma estratégia de proximidade à sociedade e de reforço democrático interno, numa altura em que os socialistas trabalham para reconquistar a confiança do eleitorado e consolidar o seu espaço político.

No plano concreto dos trabalhos, a abertura desta sexta-feira conta, antes das primeiras palavras de José Luís Carneiro aos delegados, com as intervenções do presidente da Comissão Organizadora do Congresso, Francisco César, do presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, e da líder parlamentar europeia socialista, Iratxe García.

Para além da sessão inaugural, o ponto central do Congresso é a discussão da moção estratégica “Contamos Todos”, através da qual o reeleito líder socialista propõe uma visão reformista e progressista para o país, centrada nas pessoas.

O documento coloca a habitação no topo das prioridades, defendendo um aumento expressivo da oferta pública e acessível, acompanhado de incentivos fiscais e medidas para combater a especulação e os imóveis devolutos.

Por sua vez, na área da saúde, o reforço do SNS surge como pilar estruturante, com um compromisso de investimento estável, valorização dos profissionais e expansão da rede de cuidados, assegurando maior capacidade de resposta aos cidadãos.

Já no domínio económico e social, a proposta do partido aposta na valorização dos salários e das pensões, na redução do IRS para aliviar as famílias e na construção de uma política fiscal moderna, equilibrada e orientada para o crescimento sustentável.

A estratégia inclui ainda medidas seletivas no IRC para estimular a competitividade empresarial, mantendo o rigor das contas públicas.

Reforço do PS em contexto “muito desafiante”

Estas propostas surgem num contexto político que o Secretário-Geral do PS tem descrito como particularmente exigente.

Após um período de seis meses que classificou como “muito desafiante”, José Luís Carneiro tem apontado sinais de recuperação política do PS, nomeadamente após as eleições autárquicas, que sustenta terem marcado o início de uma nova fase de afirmação da esquerda e do centro-esquerda.

O líder socialista tem sido um defensor da estabilidade política, afastando o cenário de eleições legislativas antecipadas, mas garantindo que o partido está preparado para assumir responsabilidades governativas.

Paralelamente, tem reforçado críticas realistas e construtivas à governação da AD, acusando-a de falta de sensibilidade social e incapacidade de resposta aos desafios do país.

Para além das propostas externas, a moção “Contamos Todos” introduz também um conjunto de reformas internas, incluindo a criação de um Código de Ética, uma Comissão de Ética e a figura do Provedor do Militante, medidas que visam reforçar a transparência, a integridade e a confiança no partido.

Com uma dimensão organizativa e política que não se esgota nas propostas formais, o Congresso que hoje se inicia assume uma vertente participativa reforçada com a criação da “Oficina do Futuro”, um espaço dinâmico pensado para envolver diretamente militantes, simpatizantes e cidadãos independentes na construção de soluções para o país.

Complementando esta lógica de abertura, decorre também a iniciativa “Casa da Europa”, promovida pelos socialistas portugueses no Parlamento Europeu em articulação com o grupo S&D liderado por Iratxe García.

Congresso em perspetiva

No plano dos trabalhos formais, os socialistas entram agora na sua fase decisiva.

O programa do Congresso para este sábado, dia 28, arranca com o encerramento das votações eletrónicas para Presidente do partido, cargo ao qual Carlos César se recandidata, Mesa do Congresso, Comissão de Verificação de Poderes e Comissão de Honra, seguindo-se o início formal dos trabalhos.

A jornada inclui intervenções do presidente da Federação de Viseu, Armando Mourisco, do presidente do PS, Carlos César, e do líder do Partido Socialista Europeu, Stefan Löfven.

Ao longo do dia serão apresentados vários relatórios internos — incluindo os da Comissão Nacional de Jurisdição e da Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira —, bem como a moção política de orientação nacional, que estará em debate.

O plano contempla igualmente o prazo final para entrega de listas candidatas aos órgãos nacionais e a apresentação, discussão e votação da revisão estatutária, num momento determinante para o futuro organizativo do partido.

No domingo, último dia do Congresso, terá lugar a votação da moção “Contamos Todos” e a eleição dos órgãos nacionais, seguindo-se a apresentação das moções setoriais e a proclamação oficial dos resultados.

O programa inclui ainda uma homenagem evocativa a António Almeida Santos, figura incontornável do socialismo democrático português, antes da sessão de encerramento, marcada para as 12h30, com discurso final do Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro.

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