“Na noite de 12 de novembro de 2015, à ’25ª hora’ do dia em que foi derrubado por uma moção de rejeição, um Governo da AD aprovou a venda de 61% da TAP a um consórcio diverso por escassos 10 milhões de euros. Hoje, 11 anos depois, menos de 50% do capital da TAP é vendido por 1.201 milhões de euros”, começou por lembrar o secretário nacional do PS Filipe Santos Costa, em conferência de imprensa, na sede nacional do partido, em Lisboa.
“Pelo meio, em 2020, contra a oposição da AD e com Luís Montengero a clamar “crime político e financeiro”, o então Governo do PS resgatou, recapitalizou e revitalizou a TAP, salvando a empresa e salvando o país da perda da TAP”, completou.
Cinco preocupações
O dirigente socialista enumerou, depois, aquelas que são as cinco preocupações que se colocam agora, e que devem ser asseguradas pelo Governo e pelo novo acionista, sobre o futuro da companhia e a defesa do interesse nacional.
“Recuperada e reprivatizada a TAP, importa que o crescimento da atividade e das contribuições fiscais da empresa permita que o Estado recupere, a prazo, os 3,2 mil milhões de euros investidos”, disse.
Em segundo lugar, prosseguiu, importa “que seja mantida a marca TAP, a sua autonomia, e que seja desenvolvida, e não retraída, a sua atividade de e para o nosso território nacional na pluralidade dos seus aeroportos de Norte, Centro, Sul e Ilhas”.
A terceira preocupação essencial para o PS, prende-se com a garantia de que a TAP “continue a assegurar o serviço público entre Lisboa, Porto, Faro, Açores e Madeira”, assim como “a ligação privilegiada às Comunidades Portuguesas, aos países lusófonos e aos principais destinos relevantes para os nossos fluxos de negócios e turismo”.
Em quarto lugar, “que ao crescimento da atividade corresponda a proteção, expansão, qualificação e apreciação do emprego direto e indireto na TAP, das compras de bens e serviços às redes de fornecedores nacionais e o desenvolvimento de novas atividades industriais em Portugal”.
Por fim, adiantou Filipe Santos Costa, que os “acordos parassociais sobre a gestão operacional da TAP preservem o papel do Estado na gestão estratégica deste ativo crítico para o interesse nacional”.
“Defendemos a manutenção de uma posição estratégica do Estado na TAP e que
futuras evoluções deverão obter o necessário consenso político e parlamentar. Este era o plano do Partido Socialista, que foi hoje executado”, concluiu.