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Situação grave na Saúde mostra um primeiro-ministro que ignora o país real

Situação grave na Saúde mostra um primeiro-ministro que ignora o país real

O Secretário-Geral socialista reforça críticas à governação da AD, denunciando um reiterado alheamento da realidade por parte do primeiro-ministro, enquanto reafirma o PS como a força política que escuta o país real, identifica os problemas e exige respostas concretas num setor essencial para a coesão social e para a qualidade de vida em democracia como é a saúde.

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José Luís Carneiro acusou esta segunda-feira o executivo de direita chefiado por Luís Montenegro de falhar de forma grave na condução das políticas públicas, apontando uma combinação de impreparação, insensibilidade e incapacidade de execução que, sublinhou, se torna particularmente evidente na resposta à crise que afeta o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Em declarações aos jornalistas em Fafe, distrito de Braga, à margem de uma sessão do Parlamento dos Jovens promovida por uma escola profissional local, o líder do Partido Socialista traçou um retrato severo da atuação do Governo, defendendo que este “está a falhar o planeamento, a decisão e a execução das políticas” e que perdeu há muito o impulso reformista com que se apresentou ao país.

O problema central, alertou, “é a ausência de capacidade para transformar decisões em resultados concretos”, situação que apontou como cada vez mais notória.

Deplorando que a saúde esteja a ser “o exemplo mais preocupante” dessa falha na governação, José Luís Carneiro afirmou que o primeiro-ministro demonstra estar “completamente desligado do país” e “descolado da realidade” quando desvaloriza as dificuldades sentidas no SNS.

As declarações de Luís Montenegro, proferidas, no domingo no Porto, segundo as quais existe apenas uma “perceção de caos” e não uma crise real, foram duramente criticadas pelo Secretário-Geral, que as classificou perentoriamente como “sinal de insensibilidade e incompetência política”.

“Dizer que não há problemas na saúde, quando persistem constrangimentos nos serviços e na resposta da emergência médica, só pode ser explicado por uma falta de contacto com a realidade vivida pelas pessoas”, acusou o líder socialista, sublinhando que já tinha identificado esse afastamento na mensagem de Ano Novo do primeiro-ministro e que, com o passar do tempo, essa convicção tem vindo a reforçar-se.

Lamentando que Montenegro insista em ser “um chefe de Governo que deixou de estar em sintonia com o país e com as preocupações concretas dos cidadãos”, José Luís Carneiro voltou a exigir esclarecimentos sobre o concurso para a aquisição de novas ambulâncias recentemente anunciadas.

E lembrou que a autorização para o reforço desses meios existia foi dada há dois anos, ainda durante a governação socialista.

Perante isto, o líder do PS exige que o primeiro-ministro venha a público explicar as razões de facto para que não tenha sido dada uma resposta atempada às necessidades da emergência médica.

Criticou igualmente a demora do processo, alertando para o facto de o país ainda ter de esperar vários meses até que as novas ambulâncias estejam efetivamente ao serviço.

Esta situação, vincou José Luís Carneiro, é mais um exemplo de falhas graves na execução governativa, com impactos diretos na segurança e na vida das pessoas.

Clima de imprevisibilidade e insegurança

Quando questionado sobre a permanência da ministra da Saúde no cargo, o Secretário-Geral sublinhou que a decisão cabe certamente ao primeiro-ministro, mas acusando Luís Montenegro de, mais uma vez, não ouvir o país nem os sinais políticos que se acumulam.

Sublinhou, a propósito, que até o candidato presidencial apoiado pelo PSD já considerou necessário que a Ana Paula Martins prestasse esclarecimentos, algo que, frisou, evidencia a gravidade da situação.

Insistiu, por isso, em responsabilizar Montenegro, a quem cabe “explicar por que razão mantém o país num clima de imprevisibilidade e insegurança numa área tão sensível como a saúde”.

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