“Quero manifestar, em primeiro lugar, a minha total solidariedade à comunidade portuguesa na Venezuela, que certamente está a viver momentos de grande apreensão quanto ao seu futuro imediato, à salvaguarda das pessoas e à salvaguarda dos seus bens”, disse o líder socialista.
José Luís Carneiro dirigiu, depois, um “apelo às Nações Unidas e às autoridades internacionais” para que garantam a proteção de direitos fundamentais e a salvaguarda do direito internacional, defendendo que é “inaceitável” qualquer intervenção feita à margem da sua observância e que o Conselho de Segurança da ONU deve reunir-se para assegurar “uma solução que viabilize uma transição política pacífica e duradoura” na Venezuela.
“Aquilo que transmiti ao senhor ministro [dos Negócios Estrangeiros] é que conta com o PS para apoiar todas as diligências que sejam necessárias para garantir a salvaguarda e a defesa da comunidade portuguesa”, e para garantir a “cooperação com os parceiros europeus”, referiu o Secretário-Geral do PS, reiterando que Portugal deve trabalhar com os parceiros da União Europeia para “uma posição comum em defesa do direito internacional”.
José Luís Carneiro endossou, igualmente, uma palavra de apoio e de solidariedade aos serviços consulares e diplomáticos portugueses num momento “de grande incerteza e de grande inquietude”.