“Eu fui o primeiro líder partidário a dizer no Parlamento ao primeiro-ministro que as medidas que anunciou para o ISP de redução do imposto sobre os produtos petrolíferos eram insuficientes”, disse o líder socialista.
O Secretário-Geral do PS alertou que os efeitos da guerra são imediatos, mas vão ser duradouros, considerando que “estamos ainda longe de conhecer o desfecho da guerra no Médio Oriente”.
Por isso, o líder socialista entende que o Governo “deve apresentar ao país um conjunto de medidas para mitigar os efeitos da guerra no custo de vida das pessoas, seja nos combustíveis, seja no custo dos bens alimentares, seja também nos custos com habitação”.
Além da redução do IVA para os bens alimentares, defende que o Governo deve procurar estimar os efeitos que a guerra vai ter nos custos com os créditos à habitação.
José Luís Carneiro preconiza ainda que o Governo deve fazer uma avaliação sobre as suas próprias reservas estratégicas, do ponto de vista dos combustíveis e dos bens alimentares, e comunicar essa informação ao país, adiantando que há “uma base logística que deve ser salvaguardada e protegida”.
Já esta segunda-feira, o líder socialista reuniu-se, na sede nacional do partido, em Lisboa, com representantes de associações da área dos combustíveis, com o objetivo de identificar impactos na vida das famílias portuguesas, manifestando a sua disponibilidade para dialogar com o Governo e apresentar soluções construtivas que sirvam o país.
“O Governo deve antecipar os efeitos e não andar a correr atrás do prejuízo”, afirmou.
Governo deve empenhar-se no repatriamento em segurança dos portugueses
José Luís Carneiro, que foi secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, comentou ainda o processo de resgate dos cidadãos portugueses que se encontram na região do conflito, adiantando ter sido o único no Parlamento que lembrou ao Governo que o mecanismo europeu de resgate de cidadãos europeus de fora da União Europeia, em contextos desta natureza, pode ser ativado.
“Verifiquei que o Governo ativou esse mecanismo. Aquilo que eu desejo é que todos os esforços de repatriamento sejam bem-sucedidos, porque estamos a falar da vida e da proteção da vida das pessoas”, afirmou.
“O Estado tudo deve fazer para garantir a proteção, a salvaguarda da vida destas pessoas, e para garantir o seu repatriamento em condições de segurança”, concluiu o líder socialista.