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Revisão da lei laboral e extinção da CASES são exemplos da falta de sensibilidade do Governo

Revisão da lei laboral e extinção da CASES são exemplos da falta de sensibilidade do Governo

O Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, acusou hoje o Governo de tomar decisões com “falta de sensibilidade”, dando como exemplos as propostas para a revisão da lei laboral e o processo de extinção da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES).

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“A falta de sensibilidade do Governo está patente em muitas das decisões que toma. Uma delas foi de acabar com a estrutura de apoio à economia social no país”, a CASES, criticou José Luís Carneiro em declarações à comunicação social no final da audição pública intitulada “A economia social em tempos de incerteza: Que escolhas políticas para o presente e o futuro do setor?”, organizada pelo Grupo Parlamentar do PS.

O Secretário-Geral do PS recordou que a CASES “é uma estrutura que apoia todo o movimento cooperativo, todo o movimento social e os grupos de ação local em todo o país”, havendo milhares de pessoas a trabalhar neste setor.

Sublinhando que o setor “é fundamental para o desenvolvimento da economia solidária e da economia sustentável no futuro”, José Luís Carneiro considerou tratar-se da “maior demonstração da desumanização que o Governo adota no seu processo de decisão”.

Comentando, com ironia, que pensava que o Governo da AD não conseguia estabelecer entendimentos só com o Partido Socialista, José Luís Carneiro explicou que o executivo falha entendimentos “porque não ouve antes de decidir” e porque “não tem a sensibilidade para compreender o conjunto da sociedade e as suas diferentes representações”.

No exemplo da CASES, “o Governo decidiu extinguir, sem ouvir os parceiros, a mais importante instituição de apoio ao cooperativismo e ao desenvolvimento social”. De acordo com o líder do Partido Socialista, a mensagem que o Governo passou ao país foi que se “retirou da obrigação comum de termos um modelo de desenvolvimento baseado na justiça social”.

Propostas laborais do Governo são uma opção pela desumanidade

José Luís Carneiro disse depois que “as propostas laborais que o Governo apresentou significam uma opção pela desumanidade”.

“As propostas de legislação laboral apresentadas pelo Governo eram especialmente ofensivas dos mais jovens, porque os lançava na precariedade, das mulheres, porque não permitia a devida compatibilização entre a vida profissional, a vida familiar e o conjunto de responsabilidades comuns, e também dos mais vulneráveis, porque eram, de novo, lançados na informalidade da economia”. De acordo com José Luís Carneiro, este “é um caminho que não pode ter o apoio do Partido Socialista”, porque “significa desumanidade”.

O PS estará “sempre a favor de tudo o que promova a competitividade da nossa economia, maior produtividade, melhoria e valorização dos salários e dignidade das condições laborais”, assegurou.

José Luís Carneiro comentou que a posição do Partido Socialista está a par da de António José Seguro: “O Presidente da República é um humanista e afirmou, no decurso da campanha eleitoral, que tal qual estavam as propostas, não teriam o seu apoio”.

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