Na abertura da reunião da Comissão Nacional, que decorreu sábado, em Lisboa, o Secretário-Geral do PS sublinhou que a vitória do candidato presidencial apoiado pelos socialistas no passado dia 18 traduz a confiança dos portugueses num projeto construtivo, em contraste com discursos de rutura e de confronto com as instituições democráticas.
Para o líder socialista, o desempenho de Seguro representa “uma forma de estar na política que privilegia o diálogo e os consensos”, centrada na defesa de valores e não na exploração de casos destinados a fragilizar a credibilidade institucional.
Esta postura, frisou, ultrapassa largamente a lógica partidária e prova que os cidadãos valorizam “perfis capazes de criticar o que está mal, mas também de apresentar soluções concretas para responder às necessidades do país”.
José Luís Carneiro reiterou ainda a disponibilidade do PS para o diálogo interinstitucional e para a construção de soluções duradouras e consensualizadas em áreas estruturantes como a política externa, a defesa, a justiça e a segurança interna, apontando que a ausência de entendimentos mais amplos resulta da incapacidade do Governo da AD em auscultar e dialogar com o Partido Socialista.
Presidente com “coragem lúcida”
No plano internacional, o Secretário-Geral alertou para o momento particularmente crítico que atravessa a ordem global assente no multilateralismo, no respeito pelo direito internacional e na integridade territorial, defendendo que Portugal precisa de um Presidente da República com “coragem lúcida” para afirmar estes valores e para assumir um papel ativo na construção de pontes de diálogo entre culturas, territórios e povos.
Defendeu também que o chefe de Estado deve respeitar escrupulosamente os limites constitucionais das suas funções, sem confundir o cargo com os poderes legislativo, executivo ou judicial.
E recordou ainda que o apoio do PS a António José Seguro foi decidido “no tempo certo”, de acordo com o calendário definido pelo partido, considerando que a sua eleição será uma vitória pessoal, mas também e sobretudo a afirmação de um modelo de liderança humanista, agregador e respeitador da democracia.
Nesse sentido, José Luís Carneiro apelou a militantes, simpatizantes, autarcas, deputados e dirigentes socialistas para que se mobilizem plenamente na segunda volta das presidenciais, marcadas para 8 de fevereiro, não apenas em nome do PS, mas “em nome de Portugal e da defesa da democracia”.