“O Governo inteiro deslocou-se ao Porto, numa ação de campanha, para a qual mobilizou os militantes do PSD no Porto para irem cumprimentar o seu presidente do partido em campanha. Ao mesmo tempo o Conselho de Ministros reunia e era apresentado o candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto. Estamos a assistir ao vivo, em direto e a cores à instrumentalização do Estado ao serviço dos interesses partidários”, acusou o dirigente socialista.
Em conferência de imprensa na sede nacional do PS, em Lisboa, Marcos Perestrello apontou também ao comunicado da véspera, do gabinete do primeiro-ministro, sobre um dos casos que envolvem os negócios privados de Luís Montenegro.
“Tivemos o gabinete do primeiro-ministro a debruçar-se sobre os assuntos privados da vida do advogado Luís Montenegro. Em vez de termos Luís Montenegro a trabalhar para o Estado, tivemos o Estado a trabalhar para Luís Montenegro”, vincou.
Para o também vice-presidente do Parlamento, “esta promiscuidade entre o que é privado, o que é público e o que é partidário”, patente em ambos os casos, é “eticamente inaceitável, politicamente inadmissível e democraticamente intolerável”.
Destacando o contraste em relação à prática seguida pelos governos do PS em gestão, Marcos Perestrello considerou que os comportamentos do executivo de Luís Montenegro “não são próprios de uma democracia madura” e que o “Governo tem que ser responsabilizado por estas ações”.
“Aos portugueses caberá fazer um juízo ético e político”, concluiu.