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PS prepara rumo e reforça abertura à sociedade com “Oficina do Futuro”

PS prepara rumo e reforça abertura à sociedade com “Oficina do Futuro”

O Partido Socialista avança para o seu XXV Congresso Nacional, que decorre entre 27 e 29 de março, no Pavilhão Multiusos de Viseu, apresentando como principal novidade a “Oficina do Futuro”, um espaço inovador de participação, que se integra numa estratégia política mais ampla do Secretário-Geral, José Luís Carneiro, aberto a militantes, simpatizantes e cidadãos independentes, e pensado para reforçar a abertura do partido à sociedade e na dinamização do debate programático.

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É neste enquadramento que ganha centralidade a “Oficina do Futuro”, que pretende transformar o congresso num fórum mais aberto e dinâmico, onde diferentes vozes podem contribuir diretamente para a construção de soluções e propostas políticas, incidindo sobre áreas estruturantes para o futuro do país.

O painel sobre modernização económica e inovação junta Carlos Tavares (ex-CEO Stellantis), Raul Junqueiro (Grupo DST), Teresa Sá Marques e Carlos Alves (Universidade do Porto), e Miguel Cabrita (deputado socialista e ex-secretário de Estado do Emprego) para discutir criação de uma nova economia, qualificação e valorização de rendimentos.

Na área de educação, formação e ciência, participam António Costa Silva (ex-ministro da Economia), Paulo Jorge Ferreira (reitor da Universidade de Aveiro), Helena Sardinha Pereira (professora de História) e Faisal Aboobakard (diretor escolar), refletindo sobre integração educativa e igualdade de oportunidades.

O debate sobre habitação, “Investir na habitação. Garantir casa digna para todos”, contará com Helena Roseta (especialista em habitação), Luísa Salgueiro (presidente da Câmara de Matosinhos), José Teixeira (Grupo DST) e Avelino Oliveira (Ordem dos Arquitetos).

No painel sobre Saúde, Sofia Batista (médica), Delmar Santos (Medsky), Sara Luz (enfermeira comunitária) e Mariana Vieira da Silva (deputada e ex-ministra do PS) discutem reorganização e reforço do SNS.

Em matéria de cultura, debatem Guilherme Gomes (ator e encenador), Tiago Guedes (Bienal de Dança de Lyon) e Miguel Honrado (gestor cultural/AMEC) estratégias para investimento e apoio a criadores.

Por fim, o painel sobre justiça, “Reformar a justiça. Rápida e igual para todos. Combater a corrupção”, reúne André Dias Pereira (Universidade de Coimbra), Paulo Lacão (advogado especialista em tecnologia e cibersegurança), Filipe Lobo d’Ávila (advogado e ex-secretário de Estado) e Pedro Delgado Alves (deputado do PS), debatendo celeridade processual, igualdade e combate à corrupção.

Num momento-chave para definir o rumo político dos próximos anos e num contexto particularmente exigente para Portugal, a Europa e o mundo, o congresso socialista afirma-se como um espaço de discussão alargado, onde o PS procura simultaneamente consolidar a sua estratégia e aprofundar a ligação às pessoas e às suas necessidades.

A iniciativa “Oficina do Futuro” prolonga-se, depois, ao longo do ano com debates nas federações, culminando num encontro nacional que reunirá os principais contributos.

Novos e dinâmicos formatos participativos

Para dar corpo aos debates, a Oficina do Futuro recorre a formatos participativos diversificados, criando condições para dar voz a diferentes experiências e perspetivas da sociedade portuguesa.

Organizada em múltiplos espaços de participação, a iniciativa integra debates dinâmicos no “Espaço Todos”, intervenções livres no “Speakers Corner” e encontros diretos entre cidadãos e dirigentes socialistas, bem como iniciativas criativas no “Muro das Ideias” e na “Caixa do Tempo”.

Há ainda atividades dedicadas a famílias e jovens, sublinhando a ambição de envolver diferentes gerações na reflexão sobre o futuro do país.

A Oficina do Futuro integra-se, deste modo, numa estratégia mais ampla da direção liderada por José Luís Carneiro, que aposta na escuta ativa, no contar com todos, na abertura do partido e na dinamização do debate programático.

Os contributos recolhidos nesta Oficina servirão de base a orientações políticas para os desafios de curto, médio e longo prazos, complementando os trabalhos formais do congresso e transformando a reunião magna do PS num momento de organização interna com base na renovação e no reforço do diálogo com a sociedade portuguesa.

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