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PS desafia Chega a clarificar se tem elementos no grupo 1143

PS desafia Chega a clarificar se tem elementos no grupo 1143

O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Pedro Delgado Alves desafiou o partido Chega a clarificar se há envolvimento de elementos do Chega no grupo neonazi 1143 e avisou que “atirar areia para os olhos das pessoas” não é a forma correta de lidar com problemas em democracia.

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“Tentar atirar areia para os olhos das pessoas ou criar cortinas de fumo não é a forma de lidar com as reais e documentadas evidências de que antigos ou atuais militantes ou candidatos do partido Chega tiveram ligações a este grupo”, sustentou Pedro Delgado Alves, esta quinta-feira, em declarações à comunicação social.

Nos últimos dias tem sido noticiado que três militantes do Chega estão entre os detidos pela Polícia Judiciária no âmbito da operação que desmantelou as chefias do grupo 1143 por ódio a imigrantes. No entanto, o Chega tem divulgado informações falsas de que foi identificada uma militante do Partido Socialista entre os detidos, algo que já foi desmentido e clarificado pelo PS do Barreiro até no ano passado, quando a notícia surgiu pela primeira vez.

O vice-presidente da bancada socialista realçou a importância de o partido em questão esclarecer “cabalmente – como é próprio de um partido que reivindica fazer parte do espectro democrático, que reivindica não ser um inimigo da democracia – se este grupo, que é manifestamente e intencionalmente um grupo radicalizado, tem ligações e ramificações com o Chega, qual é a forma como o Chega se distancia e se diferencia destas pessoas”.

Recordando que “a violência política deixou de ter espaço em Portugal há muitas décadas”, Pedro Delgado Alves congratulou-se com a intervenção das forças de segurança, que identificaram e desmantelaram este grupo extremista.

“Mais do que apontar o dedo aos outros com mentiras, o fundamental era que cada um determinasse, de forma muito clara, que não tem nada a ver com o assunto e que estará também do lado das instituições democráticas”, reafirmou.

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