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PS defende que a AR acompanhe no terreno a reconstrução dos efeitos das tempestades

PS defende que a AR acompanhe no terreno a reconstrução dos efeitos das tempestades

Eurico Brilhante Dias anunciou que o Grupo Parlamentar do PS irá propor aos restantes partidos uma “aproximação multidisciplinar” para acompanharem, no terreno, a reconstrução dos efeitos das tempestades que assolaram o país, e criticou a ministra da Administração Interna por ainda não ter feito nenhuma comunicação aos portugueses.

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Depois dos estragos resultantes de uma série de intempéries que assolaram o país esta semana, entre elas a tempestade Kristin, há “muitas pessoas que se sentem desacompanhadas no território”, assegurou.

Em declarações à comunicação social, Eurico Brilhante Dias frisou que o distrito de Leiria, distrito pelo qual foi eleito e um dos mais afetados, “vive hoje uma circunstância em que não há eletricidade, água nem telecomunicações”.

Ora, “as populações precisam de se sentir acompanhadas pelo Estado e são os autarcas e a Proteção Civil local que têm dado a cara”, referiu.

Para além de o Governo ter tardado em decretar o estado de calamidade nas zonas mais afetadas, que foi anunciado hoje pelo Governo, mais de 24 horas depois dos estragos da tempestade Kristin, até ao momento ainda não houve nenhuma comunicação ao país por parte da ministra da Administração Interna.

“A ministra da Administração Interna, que é o topo da Proteção Civil, é uma não existência”, atacou, comentando que a falta de comunicação da governante “começa a ser um padrão”.

O líder parlamentar do PS deu um conselho ao Executivo da AD: “O Governo deve organizar a forma como comunica com a população, como fizemos no quadro da pandemia, que era uma circunstância também inédita”.

Quanto ao estado de calamidade, Eurico Brilhante Dias frisou que “era uma necessidade pedida pelos autarcas, que constataram o grau de devastação em que estão algumas das localidades dos diferentes distritos, mas particularmente do distrito de Leiria”.

AR não se pode alhear do trabalho coletivo

De acordo com o presidente da bancada socialista, “a Assembleia da República, nestas circunstâncias, não se pode alhear do trabalho coletivo que é feito”.

Na próxima conferência de líderes, o PS irá “propor uma aproximação do conjunto da Assembleia à recuperação e à reconstrução dos efeitos destas tempestades”, anunciou.

“Já a partir de segunda-feira acreditamos ter condições para que os deputados, junto das populações, comecem a preparar o acompanhamento da reconstrução”, defendeu.

Assim, os deputados do Partido Socialista gostariam de “propor ao conjunto dos grupos parlamentares e deputados únicos uma aproximação multidisciplinar para acompanharmos uma intervenção no território, quando mais uma vez se vê que as comunicações não funcionam e que a interrupção de eletricidade e de abastecimento de água vai para além daquilo que seria expectável, e onde a resiliência dos nossos territórios a eventos como este parece não ser a bastante para recuperarmos de forma rápida”, disse Eurico Brilhante Dias.

 

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