No final do encontro sobre as linhas gerais do PTRR, em São Bento, no qual esteve acompanhado pelo líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, e pela presidente dos Autarcas Socialistas, Sónia Sanfona, o líder socialista sublinhou a importância das propostas do PS já apresentadas no âmbito dos apoios a famílias e empresas, às autarquias, aos agricultores ou ao setor das pescas.
“O senhor primeiro-ministro e o Governo transmitiram-nos que, do conjunto das propostas que pretendem levar por diante neste plano, cerca de dois terços, trata-se também do aproveitamento e da valorização de propostas que fez o PS”, disse.
José Luís Carneiro assinalou este facto como positivo, mas avisou que “se as medidas e as propostas não passarem à prática não passam de meras intenções”.
“Aquilo que nós desejamos é que estas intenções, que são boas, cheguem à vida das pessoas, às famílias, nomeadamente apoiando a recuperação de habitações com valores acima dos 10 mil euros, possam também apoiar os trabalhadores não apenas com o lay-off a 100%, mas também o apoio à tesouraria das empresas e o apoio ao investimento das empresas”, disse.
José Luís Carneiro insistiu também que teria sido importante prolongar o estado de calamidade de forma “a agilizar procedimentos e dar rapidez, dar celeridade às respostas que é necessário dar às comunidades locais, autarquias, empresas, famílias, trabalhadores”.
O Secretário-Geral do PS adiantou ainda uma proposta adicional que trouxe à reunião, sobre o modelo de governação do programa, no sentido de que o Governo “possa trabalhar no quadro institucional do atual Plano de Recuperação e de Resiliência”.
“Aquilo que propusemos foi que a estrutura de missão para administrar este plano futuro possa ser enquadrada no Plano de Recuperação e Resiliência, porque já há estruturas humanas, há estruturas de organização, estruturas de logística que permitirão responder com maior celeridade, com maior capacidade. (…) Trata-se de aproveitar essa estrutura institucional, essa estrutura humana, essa estrutura técnica e essa estrutura que está hoje já com um acompanhamento em todos os municípios do país, para garantir que esta proposta, que é para já um plano de intenções, possa chegar efetivamente à vida das pessoas”, detalhou.
“Essa é, portanto, uma nova proposta que trouxemos a este diálogo que o senhor primeiro-ministro ficou de apreciar e de avaliar”, afirmou o líder do PS.
Quanto à necessidade de um eventual Orçamento Retificativo, José Luís Carneiro não quis adiantar as intenções do Governo, mas reiterou a disponibilidade do PS para o aprovar, desde que possa ser fiscalizado mensalmente pelo Parlamento.