home

PS considera “positiva” a valorização dos contributos socialistas mas avisa que medidas têm de passar à prática e chegar às pessoas

PS considera “positiva” a valorização dos contributos socialistas mas avisa que medidas têm de passar à prática e chegar às pessoas

O Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou ontem que lhe foi transmitido pelo primeiro-ministro que “dois terços das propostas” que o Governo pretende concretizar com o PTRR, para a reconstrução após as intempéries, são também uma “valorização” dos contributos socialistas, avisando, contudo, que se “as medidas e as propostas não passarem à prática” não serão mais do que um “plano de intenções”.

Publicado por:

Acção socialista

Ação Socialista

Órgão Nacional de Imprensa

O «Ação Socialista» é o jornal oficial do Partido Socialista, cuja direção responde perante a Comissão Nacional. Criado em 30 de novembro de 1978, ...

Ver mais

No final do encontro sobre as linhas gerais do PTRR, em São Bento, no qual esteve acompanhado pelo líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, e pela presidente dos Autarcas Socialistas, Sónia Sanfona, o líder socialista sublinhou a importância das propostas do PS já apresentadas no âmbito dos apoios a famílias e empresas, às autarquias, aos agricultores ou ao setor das pescas.

“O senhor primeiro-ministro e o Governo transmitiram-nos que, do conjunto das propostas que pretendem levar por diante neste plano, cerca de dois terços, trata-se também do aproveitamento e da valorização de propostas que fez o PS”, disse.

José Luís Carneiro assinalou este facto como positivo, mas avisou que “se as medidas e as propostas não passarem à prática não passam de meras intenções”.

“Aquilo que nós desejamos é que estas intenções, que são boas, cheguem à vida das pessoas, às famílias, nomeadamente apoiando a recuperação de habitações com valores acima dos 10 mil euros, possam também apoiar os trabalhadores não apenas com o lay-off a 100%, mas também o apoio à tesouraria das empresas e o apoio ao investimento das empresas”, disse.

José Luís Carneiro insistiu também que teria sido importante prolongar o estado de calamidade de forma “a agilizar procedimentos e dar rapidez, dar celeridade às respostas que é necessário dar às comunidades locais, autarquias, empresas, famílias, trabalhadores”.

O Secretário-Geral do PS adiantou ainda uma proposta adicional que trouxe à reunião, sobre o modelo de governação do programa, no sentido de que o Governo “possa trabalhar no quadro institucional do atual Plano de Recuperação e de Resiliência”.

“Aquilo que propusemos foi que a estrutura de missão para administrar este plano futuro possa ser enquadrada no Plano de Recuperação e Resiliência, porque já há estruturas humanas, há estruturas de organização, estruturas de logística que permitirão responder com maior celeridade, com maior capacidade. (…) Trata-se de aproveitar essa estrutura institucional, essa estrutura humana, essa estrutura técnica e essa estrutura que está hoje já com um acompanhamento em todos os municípios do país, para garantir que esta proposta, que é para já um plano de intenções, possa chegar efetivamente à vida das pessoas”, detalhou.

“Essa é, portanto, uma nova proposta que trouxemos a este diálogo que o senhor primeiro-ministro ficou de apreciar e de avaliar”, afirmou o líder do PS.

Quanto à necessidade de um eventual Orçamento Retificativo, José Luís Carneiro não quis adiantar as intenções do Governo, mas reiterou a disponibilidade do PS para o aprovar, desde que possa ser fiscalizado mensalmente pelo Parlamento.

ARTIGOS RELACIONADOS