Depois de o país ter tido conhecimento de mais um “incidente relacionado com a assistência médica e a emergência médico-hospitalar a terminar de forma trágica”, o Grupo Parlamentar do PS apresentou um requerimento para ouvir, com carácter de urgência, o presidente do INEM na Assembleia da República.
Em declarações à comunicação social, Mariana Vieira da Silva referiu que o “Partido Socialista vai chamar ao Parlamento o novo presidente do INEM para que explique, em concreto e em detalhe, aquilo que aconteceu ontem e espera que o presidente do INEM possa dar todas as respostas quanto à capacidade de resposta do INEM e ao efeito das novas medidas de triagem e a sua eventual relação com este caso”.
A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS referia-se às novas medidas anunciadas para o distrito de Setúbal de reorganização das urgências, com o encerramento de maternidades, fazendo com que o sistema fique mais dependente de serviços de emergência. Para Mariana Vieira da Silva, esta “desgraça anunciada” agrava-se depois de hoje mesmo o presidente do INEM ter confirmado que faltam ambulâncias no distrito.
A existência da ministra da Saúde é pouco relevante
A dirigente socialista comentou, em seguida, que todo o país já sabe o que se vai passar nas próximas horas. Como “têm sido muitos os casos nos últimos meses”, já se sabe que “a ministra da Saúde vai pedir um inquérito e, uma vez recebido esse inquérito, vai procurar desresponsabilizar-se”.
Considerando mesmo a “existência da ministra pouco relevante” – até porque “as responsabilidades de um ministro não são apenas mudar toda e qualquer administração hospitalar” –, Mariana Vieira da Silva pediu explicações ao primeiro-ministro, porque foi Luís Montenegro “que quis manter uma ministra que não tem capacidade de resposta aos problemas do SNS, que vai sempre apresentando medidas e mais medidas, e todas elas acabam por falhar, e que nunca assume nenhuma responsabilidade”.
A vice-presidente da bancada relembrou que “o Partido Socialista apresentou uma proposta ao Governo há largos meses sobre emergência hospitalar e sobre ela nunca teve qualquer resposta”.
Ora, “as respostas são fundamentais e cabem, neste momento, ao primeiro-ministro”, asseverou.