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“Proteção das populações deve ser encarada como prioridade absoluta”

“Proteção das populações deve ser encarada como prioridade absoluta”

O Secretário-Geral do PS alerta para a urgência de uma resposta mais robusta do Estado perante os impactos do mau tempo em Almada, defendendo o reforço de meios financeiros, técnicos e humanos para apoiar as populações afetadas, após uma visita às zonas mais atingidas, com particular destaque para Porto Brandão.

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Em nova deslocação ao terreno, na manhã desta sexta-feira, José Luís Carneiro voltou a acompanhar de perto e diretamente a situação provocada pelas fortes chuvas que desencadearam movimentos de terras e obrigaram à evacuação preventiva de moradores.

No local, rodeado de moradores e autarcas visivelmente angustiados, o líder socialista sublinhou a dimensão social do problema, defendendo uma intervenção rápida e articulada entre diferentes níveis da Administração Pública.

“O Estado somos todos nós, são também as autarquias, mas é a Administração Central e o Estado que tem de reforçar os meios financeiros colocados ao serviço das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais (CCDR) para que possa acompanhar este esforço, particularmente no caso de Almada, com habitação e com as infraestruturas de transporte e mobilidade”, afirmou.

Avisando que a resposta ao drama que se vive no concelho presidido pela socialista Inês de Medeiros não pode limitar-se à atuação municipal, o Secretário-Geral enfatizou tratar-se de “um dever do Estado” dar resposta eficaz e rápida à situação, um dever, vincou, “do qual não se pode alhear, nem pode alienar as suas responsabilidades”.

Durante a visita, José Luís Carneiro alertou também para a evolução da situação geotécnica na zona, defendendo uma mobilização preventiva de entidades especializadas.

“Convém que haja a consciência de que se está a falar aqui de uma massa de deslocação de terras que pode ocorrer nos próximos dias e que exige que os serviços públicos, nomeadamente os laboratórios nacionais de engenharia civil, cooperem como o município, por forma a garantir que toda a intervenção nesta área seja feita com todas as garantias de segurança”, sublinhou.

Admitindo existirem outras regiões do país “com cenários de maior risco imediato de vida”, José Luís Carneiro salientou, contudo, que Almada enfrenta “uma ameaça territorial de grande dimensão e de efeitos imprevisíveis”, e que esta exige “atenção permanente das autoridades”.

Resposta integrada: ninguém pode ficar para trás

Depois de destacar o trabalho desenvolvido pela autarquia de Almada na gestão da crise, o líder do PS avisou que o poder local não pode enfrentar sozinho situações desta complexidade.

“O que se está a passar aqui é muito grave. É algo que nos sensibiliza especialmente e o Governo tem o dever de não deixar uma presidente de Câmara sozinha com um drama desta natureza”, declarou perante os jornalistas.

De seguida, chamou a atenção para o impacto humano da situação, lembrando que muitas famílias enfrentam a possibilidade de perder as habitações onde vivem há várias décadas.

Neste ponto, deixou claro, mais uma vez, que o PS defende a mobilização imediata de uma resposta integrada, envolvendo diferentes áreas de intervenção do Estado, para reduzir a incerteza vivida pelas populações.

“As pessoas estão em stress. (…) Portanto, o meu apelo é um apelo ao Governo para que coloque aqui uma equipa que tenha pessoas da psicologia, da Segurança Social, das infraestruturas, da habitação, para garantir que o futuro das populações não tem o grau de incerteza que temem hoje, com toda a razão, com todo o fundamento”, assinalou.

E reforçou o tom de urgência de uma intervenção institucional solidária e eficaz, referindo que “só um Governo insensível é que pode deixar um autarca sozinho numa situação tão crítica”.

Situação em Porto Brandão é apelo à ação

Entretanto, em mensagem divulgada nas redes sociais, José Luís Carneiro descreveu o cenário que encontrou na localidade almadense como um sinal claro da necessidade de ação imediata.

“Em Porto Brandão, a situação não é apenas crítica; é um apelo à ação. Vi de perto o rasto de destruição deixado pelas fortes chuvas e, acima de tudo, senti o desespero de quem viu a sua casa e os seus bens em risco”, escreveu.

Na mesma publicação, elogiou o trabalho desenvolvido pela liderança municipal, reiterando que “a Presidente da Câmara de Almada tem feito um trabalho incansável, mas não pode estar a lutar sozinha”.

O Secretário-geral Socialista finalizou a publicação no seu perfil de Facebook com novo apelo para uma resposta nacional articulada, sublinhando que “a proteção das populações deve ser encarada como prioridade absoluta”.

“Almada precisa de respostas urgentes e de solidariedade institucional. Ninguém pode ficar para trás neste momento crucial que o país atravessa”, concluiu.

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