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Primeiro-ministro tem de explicar motivo que o levou a omitir que concurso para ambulâncias vem do Governo do PS

Primeiro-ministro tem de explicar motivo que o levou a omitir que concurso para ambulâncias vem do Governo do PS

O Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu que o primeiro-ministro deve esclarecimentos ao país por ter omitido a informação de que o concurso para adquirir novas ambulâncias para o INEM foi uma decisão tomada pelo Governo do PS em 2023 e avisou que a política “não se pode fazer com recurso a truques”.

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“A política não se pode fazer com recurso a truques, particularmente quando o que está em causa é a vida e a dignidade das pessoas”, sustentou José Luís Carneiro, em declarações à comunicação social, depois de ter sido noticiado que as 275 novas ambulâncias do INEM ontem anunciadas pelo primeiro-ministro vêm de um processo iniciado em 2023 pelo Governo do PS e não chegam antes do verão.

No debate quinzenal, Luís Montenegro avançou que tinha sido autorizado o concurso para as novas ambulâncias, mas “esqueceu-se de dizer – ou omitiu – que esse concurso foi a decisão de uma resolução do Conselho de Ministros de 29 de novembro de 2023, uma resolução do Governo do Partido Socialista”, vincou.

O Secretário-Geral do PS acrescentou que, “depois, o atual Governo fez uma revisão a esta decisão no dia 29 de agosto de 2024”. E questionou o motivo de só agora, “ao fim de tanto tempo, se estar a anunciar a ida para concurso das ambulâncias para a emergência médica”.

José Luís Carneiro exigiu esclarecimentos ao primeiro-ministro: “Ou foi enganado pelos serviços públicos e tem o dever de apurar responsabilidades, ou tinha conhecimento e decidiu omitir do Parlamento esta informação e, se assim foi, tem o dever de pedir desculpa aos portugueses”.

Se Luís Montenegro tinha conhecimento da verdade e decidiu omitir a informação ao Parlamento, “é muito grave”, assegurou José Luís Carneiro, que comentou que, “nos Estados Unidos da América, dava direito a um impeachment do Presidente”. “Isto é inaceitável numa democracia qualificada”, disse.

Um primeiro-ministro não pode ser omisso

O Secretário-Geral do PS adiantou que teve conhecimento de que o Governo da AD tomou a decisão de “mobilizar técnicos de emergência médica para o CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes)”, o que significa “que não há técnicos para conduzir as ambulâncias, porque houve uma decisão que assim foi tomada por parte da respetiva tutela”.

“Tenho também a informação de que temos cerca de 16 ambulâncias na Área Metropolitana de Lisboa e só cinco é que estão a operar”, denunciou.

José Luís Carneiro reafirmou que Luís Montenegro tem muito que explicar ao país, porque “um primeiro-ministro não pode ser omisso numa matéria que tem que ver com a dignidade e com a vida das pessoas”.

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