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O Voto do Povo

O Voto do Povo

A eleição presidencial não é uma eleição qualquer. Não decide um programa de governo, nem uma maioria parlamentar, mas define o garante último da Constituição, o árbitro institucional, o símbolo da unidade nacional e o rosto da República perante os portugueses e perante o mundo. Por isso mesmo, esta escolha exige ponderação, serenidade e um compromisso claro com os valores estruturantes da nossa democracia.

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Acção socialista

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Opinião de:

É neste contexto que o Partido Socialista assume, de forma clara e responsável, o seu apoio à candidatura de António José Seguro à Presidência da República.

Num tempo marcado por polarizações artificiais, por discursos simplistas e por tentações personalistas, importa reafirmar que o cargo de Presidente da República exige, acima de tudo, sentido de Estado, maturidade democrática e profundo respeito pelas instituições. A Presidência da República não pode ser capturada por essa lógica de trincheiras. Pelo contrário, deve funcionar como um contraponto sereno à crispação, como um espaço de moderação e de diálogo.

António José Seguro reúne essas qualidades. Ao longo da sua vida política e cívica, demonstrou uma compreensão sólida da arquitetura constitucional portuguesa e uma postura constante de respeito pelas regras do jogo democrático. Num momento em que muitos confundem visibilidade com liderança e ruído com firmeza, Seguro representa a força tranquila da experiência e da ponderação.

A dois dias da eleição, é fundamental recordar que o voto do povo é insubstituível. Não há sondagens, comentários televisivos ou ruídos digitais que possam substituir a decisão soberana expressa nas urnas. É aí, e só aí, que a democracia se concretiza plenamente.

Apoiar António José Seguro é, para o Partido Socialista, reafirmar uma certa ideia de República: uma República de direitos e deveres, de equilíbrio institucional, de respeito pelas minorias e de compromisso com o interesse geral.

António José Seguro tem demonstrado, ao longo da campanha, uma postura que recusa o insulto fácil e privilegia o argumento. Essa atitude não é sinal de fraqueza; é sinal de maturidade democrática. Num país plural como Portugal, a capacidade de dialogar com diferentes sensibilidades é uma condição essencial para o exercício bem-sucedido da função presidencial.

A Constituição da República Portuguesa não é um texto abstrato nem um documento simbólico distante da vida quotidiana. É o pacto fundamental que garante direitos, liberdades e garantias, que estrutura o funcionamento do Estado e que protege os cidadãos contra abusos de poder.

O Presidente da República é o seu primeiro guardião. Essa função exige não apenas conhecimento jurídico, mas também uma cultura constitucional profunda e um compromisso inequívoco com os valores democráticos. António José Seguro tem afirmado, de forma clara, o seu respeito pela Constituição e pelo Estado de Direito. Num tempo em que se relativizam regras e se testam limites, essa clareza é essencial.

Cada voto conta. Cada escolha faz a diferença. A democracia vive da participação ativa dos cidadãos.

O voto do Povo é um ato de esperança. Esperança numa República mais justa, amante das liberdades e fiel aos seus valores fundadores. É com essa esperança que o Partido Socialista apela ao voto do Povo em António José Seguro para Presidente da República.

 

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