Luísa Salgueiro explica que o esforço da equipa que coordena vai no sentido de falar com “os vários atores que participam na área da habitação”, desde promotores imobiliários, inquilinos, proprietários, banca, cooperativas, associações de estudantes, associações juvenis, arquitetos, sociólogos, abrangendo “todas as entidades e pessoas que se destaquem e que têm uma relação com esta área”.
A coordenadora socialista quer reunir-se também com “empresas com novas soluções de construção, planeadores com novas visões de território, juristas com conhecimento da legislação sobre os solos, sociólogos que percebem melhor de que forma que se deve construir este habitat que todos têm que construir, estudantes, jovens que têm necessidades de habitação”.
O objetivo desta grande iniciativa de auscultação, referiu, é reunir o contributo de todos os que possam ajudar a “ter uma visão mais transversal e um conhecimento rigoroso”, nomeadamente sobre “os constrangimentos que o país tem enfrentado” e que o tem “impedido de encontrar solução para a crise da habitação”, para “formularmos as propostas mais acertadas”.
“É a partir do contributo transversal de todas estas pessoas e entidades que nós vamos encontrar as propostas com as melhores soluções para construir, no futuro, um ‘Serviço Nacional de Habitação Acessível’”, disse.
Uma vez concluído o processo, apontou, o PS deverá apresentar o documento com as suas propostas para a habitação no dia 7 de novembro, que poderá depois ser vertido em iniciativas legislativas a apresentar na Assembleia da República ou servir, igualmente, como base para um futuro programa de Governo.