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José Luís Carneiro salienta postura construtiva do PS e exige clareza a Luís Montenegro

José Luís Carneiro salienta postura construtiva do PS e exige clareza a Luís Montenegro

O Secretário-Geral do Partido Socialista defendeu hoje que o PS tem atuado de forma responsável, colocando “o interesse do país acima dos interesses partidários”, voltando a deplorar a falta de sensibilidade do Governo às propostas apresentadas pelos socialistas para responder aos efeitos das recentes tempestades.

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Falando aos jornalistas na sede nacional do partido, em Lisboa, José Luís Carneiro sublinhou que o PS apresentou um conjunto de medidas de apoio às populações, empresas e autarquias afetadas, contrapondo que o executivo PSD/CDS-PP tem revelado divisões internas e ausência de uma orientação política clara.

No centro das preocupações do líder socialista está a falta de uma posição assumida do chefe do Governo da AD quanto ao impacto financeiro da resposta à crise.

“Está por conhecer a posição do primeiro-ministro”, afirmou, explicando que pretende usar o debate parlamentar de amanhã, quinta-feira, para compreender qual é o entendimento de Luís Montenegro sobre esta matéria.

Neste ponto, José Luís Carneiro apontou contradições evidentes no seio do executivo, recordando que o ministro da Economia defendeu que o Estado não pode falhar às pessoas nas suas necessidades fundamentais, relativizando a prioridade da questão orçamental, enquanto o ministro das Finanças vincou que “em circunstância alguma” deveria ser colocado em causa o rigor das contas públicas.

O Governo “está dividido sobre a forma de responder” à situação criada pelas tempestades, resumiu.

PS assegurou estabilidade e Governo falhou reciprocidade

Questionado sobre a eventual viabilização de um Orçamento retificativo, o líder socialista aproveitou para recordar a postura construtiva do PS no atual quadro político, salientando que o partido viabilizou a proposta orçamental para 2026 através da abstenção.

Essa decisão, salientou, “evitou um cenário de instabilidade institucional num momento crítico”.

“Não tivesse sido a responsabilidade do PS ao abster-se no Orçamento do Estado para 2026 e nós teríamos tido uma calamidade que se abateu sobre o país”, afirmou, alertando para os riscos de uma resposta à crise feita em regime de duodécimos e em pleno ciclo eleitoral presidencial.

Assinalando que este comportamento dos socialistas demonstra que “o PS colocou sempre o país em primeiro lugar”, José Luís Carneiro lamentou não ter encontrado reciprocidade por parte da AD.

“O mesmo parece não acontecer da parte do Governo, que se tem manifestado insensível às propostas do PS”, atirou, acusando o primeiro-ministro de privilegiar entendimentos à direita do hemiciclo.

“Até hoje, naquilo que foram matérias centrais, aquilo que nós podemos observar é que houve uma tendência do primeiro-ministro para se entender com o Chega e não para se entender com o PS”, concluiu.

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