Numa conferência de imprensa centrada nas eleições presidenciais de 18 de janeiro, José Luís Carneiro alertou para a singularidade do momento político que o país atravessa e para a responsabilidade acrescida que recai sobre os eleitores.
“Só há um dia 18. Não há dois dias 18. Os democratas não podem falhar”, afirmou, sublinhando que os socialistas têm “deveres especiais” e que nenhum deve ficar em casa, lembrando que “por um voto se ganha e por um voto se perde”.
Insistindo em que o ato de votar é um dever cívico fundamental e que a escolha em causa assume uma dimensão histórica, o líder do PS apontou que nunca, desde 1976, “o país enfrentou um momento de tamanha exigência e responsabilidade”.
“Não é possível andar para trás”, advertiu, enquadrando este sufrágio como uma decisão com impacto direto na qualidade da democracia portuguesa.
E nesse contexto, apresentou António José Seguro como o candidato que oferece garantias sólidas de defesa dos valores democráticos e constitucionais.
Destacou por isso o percurso e o perfil do antigo líder socialista, considerando-o “o garante da nossa Constituição”, alguém que demonstrou ao longo da campanha uma postura positiva, construtiva e elevada.
José Luís Carneiro fez notar que essa atitude evidenciou a experiência e maturidade políticas de Seguro, bem como o respeito pelos adversários e o foco nos legítimos e vitais interesses das pessoas.
Entre essas prioridades, destacou áreas centrais como a saúde, a habitação, os salários, a economia e o futuro dos jovens, sublinhando que o candidato apoiado pelo PS mostrou equilíbrio e bom senso também no tratamento de matérias particularmente sensíveis, como a defesa e a política externa.
Uma competência que, frisou, assume especial relevância num contexto internacional marcado por fortes tensões geopolíticas e desafios acrescidos à ordem democrática, com reflexos diretos para Portugal.
Escolher a defesa da Democracia e da Constituição
Alargando o seu apelo para lá do eleitorado tradicional do PS, o Secretário-Geral dirigiu-se à “grande maioria generosa” de portuguesas e portugueses que desejam viver “numa sociedade, num Estado e num país decente”, independentemente das opções partidárias que tenham feito no passado.
Apelou à participação de social-democratas, humanistas, democratas-cristãos e de todos os cidadãos que valorizam o Estado de Direito, pedindo que avaliem com atenção o perfil de quem pretendem ver como Presidente da República num momento especialmente exigente para a democracia e para a vida coletiva.
E terminou a sua intervenção com uma nota de reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo da campanha, deixando “uma palavra de especial gratidão” aos militantes, dirigentes, autarcas e a todos os apoiantes que, de norte a sul do país, se mobilizaram em torno da candidatura de António José Seguro “com elevação, respeito pela diversidade e sentido de serviço público”, num “esforço coletivo que contribuiu para uma campanha digna, centrada na defesa dos valores que estão hoje em causa: a Democracia e a Constituição”.
No próximo domingo, quando os portugueses forem chamados a escolher quem vai exercer o mais alto cargo do Estado, o PS apresenta o voto em António José Seguro como uma opção clara pela estabilidade, pelo equilíbrio institucional e pela afirmação dos princípios fundamentais do regime democrático.