O ato formal de entrega marca uma nova etapa do processo interno socialista, consolidando uma candidatura assente na participação alargada dos militantes e na preparação de uma alternativa política para o país.
A moção apresenta propostas de reforço da ética e transparência na vida partidária, maior participação interna, modernização da organização do PS e uma agenda política centrada na habitação, na saúde, na valorização dos salários e no desenvolvimento económico assente na inovação e no conhecimento.
Entre as linhas estratégicas defendidas está também a reforma qualificada do Estado, com José Luís Carneiro a sublinhar a necessidade de tornar a administração pública mais eficaz e próxima das pessoas. Neste contexto, o recandidato à liderança do partido defendeu a avaliação do processo de descentralização em curso como passo prévio para, em momento oportuno e com consenso político alargado, avançar para um referendo sobre a regionalização.
José Luís Carneiro criticou ainda a atuação do atual Governo, considerando que as suas opções políticas fragilizam a capacidade de resposta do Estado em áreas essenciais como a saúde, a habitação, a segurança e a proteção civil, defendendo em alternativa um Estado moderno, eficiente e capaz de responder às necessidades dos cidadãos.