“O mais importante é a necessidade de estabelecermos contratos territoriais de desenvolvimento que procurem valorizar o potencial endógeno, o potencial de cada território, ou seja, aquilo que cada território tem de mais positivo e que mais possa contribuir para a criação de emprego, para a fixação de jovens mais qualificados e para a atração de investimento direto do estrangeiro, para criar mais e melhores oportunidades”, afirmou, à margem de uma iniciativa no âmbito da sua recandidatura à liderança socialista.
Após ter-se reunido, no Instituto Politécnico de Bragança, com agentes económicos e forças vivas da cidade, ligadas a vários setores, como o turismo, restauração, florestas, ensino, movimento social, desportivo e recreativo, assim como autarcas, José Luís Carneiro ouviu e partilhou preocupações locais, sublinhou que a principal mensagem transmitida foi que a região transmontana “carece de uma atenção especial das políticas públicas”.
O líder socialista chamou também a atenção, a propósito do anúncio do Governo de transformar alguns institutos politécnicos em universidades, para a necessidade de envolver todos os agentes educativos na decisão, para garantir que não são criadas novas desigualdades.
“Foi com estupefação que os professores e investigadores desta região verificaram que, poucos dias antes de se discutir na Assembleia da República o novo regime jurídico das instituições do ensino superior, o Governo tenha avançado com decisões de passagem de alguns institutos politécnicos para universidades, sem sequer ouvir os outros responsáveis dos institutos politécnicos”, vincou José Luís Carneiro.